Egito vai às urnas em eleição presidencial inédita e marcada por temores

Egito vai às urnas em eleição presidencial inédita e marcada por temores
16/06/2012 20:00 - terra


O Egito deu início hoje (17) aos dois dias de votação do segundo turno da primeira eleição presidencial livre do país. Os dois candidatos na disputa são Mohammed Mursi, líder da Irmandade Muçulmana, e Ahmed Shafiq, ex-primeiro-ministro de Hosni Mubarak, deposto no ano passado.

O Supremo Conselho das Forças Armadas, que assumiu o controle do país após Mubarak ter deixado a Presidência, comprometeu-se a entregar o posto ao vencedor até o dia 30 deste mês.

O entusiasmo em torno do pleito foi abalado por uma decisão da Suprema Corte do Egito, divulgada quinta-feira (14), que invalidou a primeira eleição parlamentar livre no país em mais de seis décadas. Os juízes da Suprema Corte foram todos indicados por Mubarak.

De acordo com a corte, o pleito parlamentar, realizado em duas fases, em novembro de 2011 e em fevereiro deste ano, foi inconstitucional porque representantes de partidos puderam competir por assentos no Parlamento destinados a candidatos independentes.

Mohammed Mursi foi o mais votado no primeiro turno, com 24,8% dos votos, enquanto Shafiq ficou com 23,7%. Cerca de 52 milhões de eleitores estavam aptos a votar, mas o índice de comparecimento às urnas foi de apenas 46%.

Foram montados 13 mil postos de votação nos 27 distritos do país. O fechamento das urnas está previsto para as 20h tanto, tanto hoje quanto no domingo. A segurança para a votação foi reforçada, com 400 mil soldados e policiais mobilizados em todo o país.

O resultado oficial deve ser divulgado pela Comissão Eleitoral Presidencial no próximo dia 21, mas o nome do vencedor será conhecido bem antes. No primeiro turno, os resultados parciais saíram em 24 horas.

smaple image

Fique por dentro

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo, direto no seu e-mail.

Quero Receber

Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".