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Ponto final

Egito convida palestinos a assinar acordo de unidade

29 ABR 2011Por REUTERS22h:30

O Egito convidou os líderes palestinos a assinar um acordo de unidade no Cairo na próxima semana que acabaria com a rivalidade entre as facções dominantes, disseram autoridades palestinas nesta sexta-feira.

O acordo, mediado pelo Egito, foi anunciado de maneira surpreendente na quarta-feira, depois que as demandas para formar um novo governo foram aceitas tanto pelo presidente palestino, Mahmoud Abbas, do Fatah, que governa a Cisjordânia, quanto pelo Hamas, que controla a faixa de Gaza.

Israel criticou o acordo, afirmando que Abbas não poderá ser visto como um parceiro da paz se oficializar laços com o Hamas, um grupo islamita que defende a destruição de Israel.

As potências ocidentais receberam a noticia da união palestina com frieza, dizendo que era um passo importante, mas ressaltando que esperam que a nova administração aceite demandas internacionais --que incluem o reconhecimento de Israel como Estado e a renúncia à violência.

O convite egípcio, recebido por líderes de facções na Faixa de Gaza, afirma que uma cerimônia de três dias vai começar no dia 2 de maio e a assinatura oficial será feita por Abbas, apoiado pelo Ocidente, e o líder em exílio do Hamas, Khaled Meshaal, baseado em Damasco.

Não houve comentários de autoridades egípcias sobre o tema.

O acordo surpresa foi anunciado mesmo com o congelamento por meses das conversas de paz com Israel, e foi feito enquanto os palestinos pressionam unilateralmente a ONU para reconhecer a soberania do Estado em setembro.

O acordo pede a formação de um governo interino composto por pessoas independentes até que as eleições presidenciais e parlamentares aconteçam, previstas para daqui um ano.

O Hamas venceu a última eleição legislativa dos palestinos, em 2006. Um governo de coalizão foi formado com o Fatah, mas não durou muito e culminou em uma breve guerra civil em Gaza no ano de 2007.

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