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Campo Grande - MS, quarta, 17 de outubro de 2018

EMBATE ELEITORAL

Educação centraliza debate dos candidatos a governador

1 SET 2010Por 05h:59
Fernanda Brigatti

Os três candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul se enfrentaram ontem, pela primeira vez, diante de um auditório lotado na sede da Federação Estadual de Trabalhadores em Educação (Fetems). André Puccinelli (PMDB), José Orcírio dos Santos (PT) e Nei Braga (PSOL) responderam perguntas sobre política salarial e expuseram suas propostas para o setor.
No primeiro bloco do debate, cada candidato teve dez minutos para se apresentar e tratar de seus projetos para o segmento. Seguindo ordem definida em sorteio, o ex-govenador José Orcírio foi o primeiro a expor suas ideias.
Ele apresentou seis compromissos com a categoria e prometeu, se eleito, assinar, ainda no dia 1º de janeiro, ordem para a retirada da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) que questiona o piso nacional de 20 horas e em outras duas ocasiões, ao dizer que criaria, com apoio da Fetems, “critérios republicanos para a contratação de professores temporários” e a devolução da autonomia financeira da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS).
Nei Braga falou em seguida e não chegou a usar o tempo total disponível, de dez minutos. Ele destacou que a bandeira do PSOL é o combate à corrupção e o investimento em educação e segurança pública. “Se eu combato a corrupção, sobra dinheiro, eu invisto em educação e cai a violência”, disse.
Último a falar no primeiro bloco do debate, o governador André Puccinelli usou o tempo para fazer um balanço dos investimentos em educação nos quatro anos de seu mandato. Ele começou sua apresentação lembrando que iniciou o governo, em 2007, com o Estado incluído do Cadin (Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal) e no Siafi (Sistema Integrado de Administração Financeira), devido ao não-pagamento da parcela da dívida pública no fim da administração petista.
André também encaminhou ao presidente da Fetems, Jaime Teixeira, que mediava o debate, uma cartilha com os relatórios de reuniões realizadas entre a categoria e o governo. “Cumprimos todos os compromissos e tenho aqui as cartas de agradecimento”, disse. Assim como Orcírio, André foi aplaudido quando disse que faria a “extensão do piso nacional” no Estado. Ele também prometeu a criação de escolas profissionalizantes, a manutenção da política de reajustes salarial no índice da inflação, realização de concurso público e construção de novas escolas.
Nos blocos seguintes, os candidatos responderam perguntas feitas por delegados sindicais escolhidos por sorteio. A ordem daqueles que responderiam também foi definida em uma urna. Em alguns momentos, o tom dos candidatos se elevou. O embate também ficou polarizado entre o ex-governador José Orcírio e o atual governador André Puccinelli, que fizeram críticas mútuas.
Dentro do auditório da Fetems, cerca de 450 pessoas acompanharam o debate. Tiveram acesso delegados sindicais de todo o Estado, a imprensa e assessores dos candidatos.
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