domingo, 15 de julho de 2018

BANCO CENTRAL

Economia desacelera, mas ainda acumula alta de 8,3%

13 JAN 2011Por Fernando Nakagawa (AE)00h:00

A atividade econômica cresceu pelo sexto mês consecutivo em novembro de 2010. Dados divulgados ontem pelo Banco Central mostram que a economia teve expansão de 0,42% na comparação com outubro. Apesar da trajetória, o levantamento revela que a atividade apresentou a primeira desaceleração desde maio. Isso quer dizer que, pela primeira vez em seis meses, o número avançou menos que no mês anterior. Em 12 meses, o crescimento soma 8,33%. A expansão reforça a aposta de que o juro deve subir 0,50 ponto porcentual na próxima semana para conter a demanda e a alta dos preços.

Nova pesquisa do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) mostra que a economia segue em trajetória de expansão iniciada em junho do ano passado. O movimento, porém, deu um leve sinal de desaceleração em novembro, já que o desempenho mensal foi menor que o visto em outubro, quando o índice havia crescido 0,51%. Entre junho e outubro, o IBC-Br sempre cresceu mais que no mês anterior.

Considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), o indicador é acompanhado com lupa pelo BC porque indica o ritmo da economia. O número é importante especialmente no atual período em que a demanda interna tem avançado a passos mais rápidos que a capacidade das fábricas de aumentar a oferta. Com consumidores em velocidade maior que a produção, preços têm subido em ritmo acima do centro da meta de inflação, que é de 4,50% em 2011. "Embora o ritmo seja um pouco mais modesto, o Brasil continua crescendo em uma velocidade considerada acima do ideal", diz o economista-chefe da LCA Consultoria, Braulio Borges.

Para conter esse movimento, a equipe econômica já tomou algumas atitudes, como as medidas macroprudenciais anunciadas em dezembro e o início de ano com ritmo um pouco mais ameno nos gastos públicos. A terceira ação deve ser anunciada na próxima semana, quando o mercado prevê aumento do juro básico da economia em 0,50 ponto, para 11,25%.

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