sábado, 21 de julho de 2018

Bichos

É tempo de carrapato

24 OUT 2010Por CRISTINA MEDEIROS00h:00

Uma simples mudança de comportamento, na qual aparecem a apatia, falta de apetite seguida de anorexia podem ser sinais de que o animal de estimação está sendo vítima do carrapto, que tem nesta época de altas temperaturas e chuvas (portanto, umidade) o ambiente propício para se proliferar. Portanto, fique de olho, pois o carrapato também depende de maior luminosidade para entrar em ação. “Eles se instalam em frestas, no chapiscado do muro e ali se multiplicam. Uma fêmea coloca de 3 a 5 mil ovos, portanto, um carrapato sozinho já faz uma ‘festa’ boa”, explica a médica veterinária Gizelly Bandeira, de Campo Grande.

É importante estar atento aos sinais apresentados pelo animal porque, às vezes, o carrapato se esconde nas áreas interdigitais (entre os dedos) ou nas orelhas. O grande risco para os animais de estimação em geral, segundo Gizelly, é que o ataque ao cachorro venha de um carrapato contaminado com bactérias. Nesse caso, além do incômodo de ter o sangue sugado e poder apresentar uma reação alérgica, o cão pode desenvolver doenças como a erliquiose e a babésia. “Essas moléstias causam anemias graves, vômitos, diarreia com sangue que, se não tratadas, podem até levar à morte”.

Ciclo de vida
Os carrapatos podem estar no solo sempre à espera de um hospedeiro. Quando percebe a proximidade, dirige-se para ele, “passeando” pelo seu corpo até encontrar um local seguro, como o pescoço ou a cabeça, onde o cão não o possa arrancar. Logo após, o carrapato introduz o seu aparelho sugador na pele e, durante horas, alimenta-se do sangue do hospedeiro. Após a alimentação de sangue, desprende-se voluntariamente e cai no solo para continuar o seu ciclo.

Prevenção
Para prevenir os cães dos ataques é necessário dedetizar o ambiente com produtos específicos. “Não adianta lavar com água sanitária nem creolina, não resolvem o problema”. Existem vários produtos indicados para o controle do carrapato: produtos para banho com efeito imediato; produtos para aplicação no dorso do animal, como por exemplo, o óleo Pour on, cuja ação não é imediata, mas apresenta efeito prolongado, e as coleiras antiparasitárias, cuja ação também não é imediata, porém têm longo período de ação.

A pulverização do ambiente onde o animal vive (canil, quintal, etc.) também é recomendada pela maioria dos médicos veterinários, com o objetivo de eliminar os carrapatos presentes nessas áreas, mantendo, assim, o ambiente e o cão livres do parasita de forma rápida, segura e por mais tempo.

Também é importante controlar a infestação do ambiente – principalmente no local onde o animal dorme – por meio da aplicação de produtos à base de piretroides. Outras dicas para evitar as picadas são colocar objetos e móveis do cão ao sol frequentemente e fazer limpeza em seus aposentos com aspiradores de pó e aparelhos a vapor de água. “É preciso alertar que tratar somente o ambiente não adianta, é preciso tratar o animal também”, acrescenta Gizelly.

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