Campo Grande - MS, sexta, 17 de agosto de 2018

AVIAÇÃO CIVIL

É preciso melhorar a gestão de aeroportos

10 MAI 2011Por AGÊNCIA BRASIL00h:01

O ministro da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, afirmou ontem (9) que é necessário melhorar a governança nos aeroportos brasileiros, que reúnem várias instituições públicas, como a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e Polícia Federal.

“Isso significa uma melhor gestão, mais participativa, de todos os entes que operam lá”, disse Bittencourt. “Os aeroportos terão um desempenho melhor desde que todos trabalhem de forma organizada, coordenada e com o mesmo objetivo. Podemos ter muitos ganhos de produtividade nos aeroportos com esse trabalho.”

Bittencourt participou da abertura do 9º Fórum Latino-Americano de Líderes. Ele falou sobre os objetivos principais da secretaria, criada recentemente pela presidenta Dilma Rousseff. Destacou a concessão à iniciativa privada do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte.

“Na questão dos passageiros, ele atende a uma região altamente turística e importante para o país. Poderá ser uma nova alternativa de entrada”, afirmou Bittencourt. “Do ponto de vista de cargas, é mais próximo do Hemisfério Norte, portanto gera uma externalidade que é uma competitividade em termos de localização.”

O ministro disse ainda que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá divulgar em breve um estudo sobre a situação aeroportuária, incluindo as modalidades de concessão de três aeroportos: Guarulhos, Campinas e Brasília.

“A primeira parte, que ainda não é um estudo do ponto de vista da estruturação de uma concessão, é uma avaliação preliminar sobre os três aeroportos, em termos comerciais, para saber se são viáveis. Isso deverá acontecer dentro de 30 dias.”

Perguntado porque não havia incluído o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão-Antonio Carlos Jobim, Bittencourt respondeu que atualmente estavam sendo priorizados Guarulhos, Campinas e Brasília. “São esses que estão sendo estudados agora, existe uma certa prioridade, não excludente. Agora, o que nós estamos tratando são esses três. Vários outros não entraram [no estudo].”

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