Quinta, 22 de Fevereiro de 2018

GUERRA ELEITORAL

Duelo de titãs define a 2ª vaga de senador

4 OUT 2010Por Maria Matheus00h:00



Um duelo de titãs marcou a disputa pela segunda vaga de senador. Depois de uma briga acirrada, o deputado federal Waldemir Moka (PMDB) conquistou uma cadeira no Senado com 23% dos votos válidos (544.933). O senador Delcídio do Amaral (PT) foi reeleito com 826.848 votos, ou 34,9%. O vice governador Murilo Zauith obteve 21,61% (512.119) e o deputado federal Dagoberto Nogueira, 20,49% (485.490). Os votos de Jorge Batista (PSOL) foram anulados pela Justiça Eleitoral. A vantagem de Moka sobre Murilo no Estado foi de 32.814 votos.
A derrota de Dagoberto foi atribuída à surpreendente votação de Moka em Campo Grande. Ele teve 38.020 votos a menos do que o candidato peemedebista. Dagoberto declarou-se surpreso com o desempenho no maior colégio eleitoral do Estado. Esta votação de Moka fez a diferença. “Onde pensava que iria perder feio, fui muito bem votado, como em Dourados e Três Lagoas”, comentou.

Murilo na Capital
O vice-governador Murilo Zauith atropelou Moka e Dagoberto em Campo Grande com grande votação. Murilo só ficou atrás do senador Delcídio do Amaral. O que era previsível. Mas Dagoberto e Moka não esperavam ser superados por Murilo no maior colégio eleitoral do Estado.
Murilo obteve 193.896 votos em Campo Grande, seguido de perto por Moka, com 191.335 votos. A diferença foi de apenas 2.561 votos, que significa 0,33 ponto percentual. Dagoberto ficou mais distante, com 153.315 votos (19,56%).

Equilíbrio
A vitória de Delcídio foi prevista em todas as pesquisas eleitorais, mas a guerra travada pela segunda vaga de senador foi decidida voto a voto. A diferença entre os três candidatos nas duas últimas semanas era de, no máximo, dois pontos percentuais. As pesquisas apontavam que a eleição seria decidida voto a voto, porque Moka, Murilo e Dagoberto estavam tecnicamente empatados.
A última pesquisa Ibrape/Correio do Estado, publicada sexta-feira (1º de outubro), mostrou Dagoberto com 38% das intenções de votos, seguido por Moka, com 37%, e Murilo, 35%. A margem de erro do levantamento era de 3 pontos percentuais para mais ou para menos. Delcídio do Amaral estava com 62% das intenções de voto. Brancos e nulos somavam 6% e indecisos, 22%.
Ontem, mais de 18% (308.448) dos eleitores não compareceram às urnas. Votos brancos somaram 160.385 (5,76%) e nulos, 255.153 (9,16%). O total de votos válidos foi 2.369.390 (85,08%).

Disputas anteriores
Em 2002, Delcídio foi eleito senador com 496.879, ou 25,8% dos votos válidos. Naquela eleição, Ramez Tebet alcançou um percentual ainda melhor que o de Delcídio, 734.253 votos, ou 38,2%.
Mas a votação nominal do petista este ano foi melhor que a obtida em 2006, quando concorreu ao Governo do Estado. Na ocasião, Delcídio recebeu 450.747 votos, ou 38% dos votos válidos. A terceira representante de Mato Grosso do Sul no Senado é Marisa Serrano (PSDB), eleita em 2006 com 607.584 votos, ou 53,2%. No pleito de 2006, havia apenas uma vaga em disputa para o Senado. Este ano, ela não concorreu. O mandato da senadora termina em 2014. No total, estavam em disputa 54 das 81 cadeiras no Senado.

Votos anulados
Embora o nome de Jorge Batista constasse na urna eletrônica, os votos do socialista foram anulados porque o primeiro suplente da chapa, Ubiracy dos Santos, renunciou e o PSOL não apresentou substituto em tempo hábil. Por isso, o Tribunal Regional Eleitoral indeferiu o registro de candidatura de Batista.

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