terça, 14 de agosto de 2018

INDÚSTRIA DO VESTUÁRIO

Dourados tem déficit de 600 trabalhadores

18 MAI 2011Por da redação08h:13

A indústria do vestuário e têxtil da região da grande Dourados, que hoje emprega 2,2 mil pessoas distribuídas por 214 empresas, registra déficit de pelo menos 600 trabalhadores qualificados.

Nesse contexto, o CetecSenai Dourados iniciou, nesta semana, o módulo 2 da 1ª turma do curso técnico em vestuário, composta por 16 alunos, que vão ser preparados para supervisionar o processo de confecção dentro dos padrões de qualidade, além de acompanhar as equipes de trabalho que atuam na produção, operando máquinas de costura industrial e equipamentos.

Segundo o gerente do CetecSenai Dourados, Gilberto Schaedler, é importante lembrar que o segmento de confecção, em toda a sua extensa cadeia, que inclui fios, fibras, tecelagens e confecções, está em franca expansão na região e com possibilidade de crescer ainda mais com a instalação do Ceprovest (Centro de Produção do Vestuário e Têxtil) de Dourados, que será construído pelo Sistema Fiems em parceria com a Prefeitura e poderá abrigar inicialmente 38 indústrias. “Ao oferecer esse curso técnico para esse segmento, estamos contribuindo para reduzir o déficit por profissional qualificado e essa é a nossa missão”, pontuou.

Oportunidades

Segundo a supervisora-técnica do vestuário do CetecSenai Dourados, Tatiane Forti, com o crescente número de empresas atuantes na área de vestuário, estão sobrando vagas no mercado de trabalho na região sul do Estado, principalmente, para colaboradores qualificados e com uma visão geral do sistema produtivo. “O curso técnico em vestuário do CetecSenai Dourados possibilita ao aluno conhecer todo o setor produtivo de confecções, desde a criação, modelagem até costura e logística, formando assim, um profissional capaz de atuar em diversas áreas dentro de uma indústria de confecção”, analisou.

Para a aluna Fernanda Francisca, o curso técnico na área do vestuário tem oportunidades de trabalho que são visíveis e ofertadas diariamente pelos meios de comunicação. “É uma área de atuação que, pessoalmente, sempre me interessei. O curso proporciona uma base técnica profissional e cabe a cada um a disponibilidade e o interesse para se aperfeiçoar. Além disso, o curso proporciona um conhecimento amplo de vários campos de atuação na área de confecção, que auxilia na composição de conhecimentos que o diferencia de outros cursos convencionais”, analisou.

O curso

O curso técnico em vestuário possibilitará aos alunos a atuação na indústria de confecção e do vestuário, em empresas de desenvolvimento de produtos, ateliê de costura e até na prestação de serviços, como autônomo. Para isso, ele passa por quatro módulos e, ao concluir o módulo 1, terá como perfil profissional o de modelista e desenhista de vestuário, que desenvolve capacidades para confeccionar moldes para roupas e pesquisar segmentos de mercado, estudando estilos de design e avaliando pesquisas sobre tendências de mercado.

Concluído o módulo 1 e 2, o aluno já terá como perfil profissional o de costureiro industrial, que irá organizar o local de trabalho, preparando máquinas e amostras de costura e trabalhando em conformidade com os requisitos de qualidade, segurança do trabalho e meio ambiente. Ao concluir o módulo 1, 2 e 3, já terá como perfil o de gestor de processos de vestuário, supervisionando equipes de trabalho, organizando dados de produção de corte e costura, controlando recursos para produção, administrando metas e controlando a qualidade dos produtos.

Por fim, ao concluir os módulos 1, 2, 3 e 4, o profissional estará formado como técnico em vestuário, podendo acompanhar e analisar tendências de moda e necessidades do mercado de vestuário, interpretando desenhos, elaborando fichas técnicas, desenvolvendo modelagem, planejando a produção de peças de vestuário, entre outras atividades da área.

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