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Dourados quer economizar R$ 1 milhão com cortes nas despesas

17 AGO 10 - 09h:00
Cícero Faria, Dourados

Economia de até R$ 1 milhão por mês nas despesas de custeio e de pessoal. Essa a meta que a Prefeitura de Dourados estabeleceu dentro do seu programa de contenção de gastos, depois da forte queda de repasses federais nos últimos meses, como  do Fundo de Participação dos Municípios(FPM) e do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação(Fundeb).
Depois de consultar a sua área técnica, o prefeito Ari Artuzi determinou o corte de 20% de todas as despesas nas 11 secretarias municipais, englobando contas como de energia elétrica, água, telefone, combustível etc. E adotou desde o início deste mês expediente nas repartições municipais das 7 às 13h.
Mas será nesta terça-feira, dia 17, que a administração fará o balanço do primeiro mês de vigência da medida para avaliar o seu efeito sobre as finanças do município, depois de receber o balanço geral da tesouraria, informou ontem a secretária de Fazenda de Dourados, Ignes Boschetti Medeiros.
A orientação da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) é de diminuição nas despesas para vencer essa má fase financeira que tem sido comum para a maioria das prefeituras, inclusive a de Dourados cuja receita mensal fica em torno de R$ 15 milhões.
A secretaria explicou que a situação é preocupante diante da redução dos repasses da União. “De maio para junho a queda do FPM foi de 13%, o que foi um golpe duro no caixa. De uma receita de R$ 1.651.000, caiu para pouco mais de um milhão”, demonstrou a secretaria.
Também o envio do  Fundeb diminuiu em R$ 800 mil, afetando em julho o pagamento de parte do magistério.  Somente na quarta-feira passada, dia 14, foi depositado o salário dos 604 professores contratados, que tinham crédito de R$ 324 mil. Os demais servidores receberam no dia cinco.
Ignes Medeiros disse que a meta é economizar R$ 1 milhão mensais, porém, trabalha também com uma redução entre R$ 600 mil e R$ 700 mil.  
A restrição de contratação de novos servidores, concursados ou comissionados, também está dentro do programa de contenção, pois a prefeitura tem em torno de 6.800 funcionários, que absorvem mais da metade da sua receita.
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