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domingo, 24 de fevereiro de 2019 - 02h19min

CASO ROGERINHO

Dono de jornal volta a alegar legítima defesa

16 SET 10 - 13h:07

Vânya santos

Durante interrogatório, que durou cerca de uma hora, o dono de jornal Agnaldo Ferreira Gonçalves voltou a alegar que atirou durante uma briga de trânsito para se defender das agressões e ameaças feitas por Aldemir Pedra Neto, tio do garoto Rogério Mendonça Pedra, o “Rogerinho”, de 2 anos, que morreu baleado na confusão. Visivelmente abatido e mais magro, o acusado entrou e saiu algemado na sala onde prestou depoimento, no Fórum da Capital.
Para o juiz em substituição legal na 1ª Vara do Tribunal do Júri, Aluízio Pereira dos Santos, o dono de jornal contou que parou seu veículo porque o semáforo estava fechado, no cruzamento das avenidas Mato Grosso e Ernesto Geisel. Quando da liberação do trânsito, buzinou para o condutor da caminhonete, que estava logo à frente, e este demorou para sair com o veículo. Ainda na versão do réu, Aldemir, que dirigia a caminhonete, passou a xingá-lo e a ameaçá-lo.
A pedido de Aldemir, o dono de jornal parou o carro logo à frente, quando foi agredido com tapas e socos desferidos pelo tio da criança. Os envolvidos voltaram a conduzir seus veículos e na esquina da Mato Grosso com a Rua Rui Barbosa, Agnaldo disparou contra a caminhonete. Ele disse que só soube da gravidade de seu ato quando se apresentou na delegacia e foi informado de que os tiros mataram a criança e feriram o avô, João Afonso Pedra.
“Um cara da minha idade, que nunca apanhou, é doído apanhar sem ter motivo algum. Disparei para me defender, mas sem intenção de matar e não sabia que tinha criança no carro”, alegou o réu, que está preso no Centro de Triagem desde o dia 9 de setembro. Agnaldo explicou que a arma estava carregada e escondida embaixo do banco do motorista e com o cabo à vista para facilitar seu manuseio em caso de necessidade. Ele disse que tinha o revólver há 15 anos e passou a andar armado depois de sofrer ameaças de uma pessoa que furtou sua chácara, em Jaraguari.

Prisão
“Essa prisão é fruto de um grande equívoco”, garantiu o advogado Valdir Custódio, referindo-se a reclusão de seu cliente Agnaldo. O mandado de prisão preventiva foi decretado depois que um oficial de Justiça esteve no endereço informado pelo acusado, em Praia Grande (SP), para intimá-lo e não o encontrou. A defesa explicou que não existiu fuga porque o réu estava em Mato Grosso do Sul, onde tramita o processo.
Valdir Custódio explicou Agnaldo estava em Miranda negociando a venda de uma propriedade rural hipotecada. Ele teria recebido proposta de compra, que superava o valor da ação indenizatória de R$ 1,3 milhão impetrada pela família de Rogerinho. O pedido de liberdade deve ser analisado na próxima semana.

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