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desvalorização global

Dólar fecha semana na mínima em dois anos e meio

8 ABR 2011Por terra18h:00

O dólar continuou a afundar nesta sexta-feira, valendo R$ 1,57 pela primeira vez em mais de dois anos e meio, em um dia de desvalorização global da moeda americana. A taxa de câmbio terminou o dia a R$ 1,574 por dólar, ou queda de 0,63%. Na semana, a moeda teve desvalorização de 2,35%.

É a menor cotação desde agosto de 2008. A moeda já se aproxima de níveis que não são vistos desde 1999, pouco após a adoção do regime de câmbio flutuante.

Enquanto o mercado à vista fechava no Brasil, o dólar tinha baixa de 0,69% em relação a uma cesta com as principais moedas. O euro se destacava, com alta de quase 1%, para o maior nível em 15 meses.

De acordo com analistas no exterior, a queda do dólar acontecia em função da perspectiva de aumento do diferencial de juros entre Europa e Estados Unidos. A indefinição sobre o Orçamento americano, que ameaça paralisar o governo a partir da semana que vem, também pesava sobre os negócios.

A influência do mercado externo se somou à tendência que já se via no Brasil por causa da expressiva entrada de capitais. O dólar tem caído de forma intensa desde a semana passada, com a percepção de que o governo já não tem medidas suficientes para limitar a entrada de capitais no país. Opções mais drásticas, como disse o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não devem ser adotadas para não brecar investimentos.

"Podemos esperar outra rodada de mais apreciação do real, pois o mercado de câmbio está se convencendo de que a autoridade monetária, no caso o BC, não sugere estar propensa a 'endurecer' o jogo e intervir firmemente", disse Sidnei Nehme, diretor-executivo da corretora NGO, em nota.

Nesta sexta-feira, o BC fez um leilão de compra de dólares a termo, com liquidação em 3 de maio, e duas operações no mercado à vista. Analistas avaliam que o governo passou a encarar a queda do dólar como uma ferramenta auxiliar no combate à inflação, que já ameaça ficar acima da meta.

Para o operador de um banco nacional, isso deve manter o viés de queda do dólar na semana que vem, embora com menos volatilidade, após passar por importantes níveis técnicos nesta semana. "E o R$ 1,55 vai ser um piso forte", afirmou.

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