sexta, 20 de julho de 2018

BOLSA

Dólar fecha a R$ 1,70 e acumula alta de 0,6% em outubro; Bovespa sobe 0,46%

29 OUT 2010Por FOLHA ONLINE17h:44

A taxa de câmbio doméstica encerrou o mês de outubro com uma valorização de apenas 0,65%, apesar do contexto de "guerra cambial", como apontado pelo ministro Guido Mantega (Fazenda). A variação mensal da moeda americana foi a mais intensa desde maio, quando a taxa acumulou alta de 4,87%.

Durante todo período, a perspectiva de uma "enxurrada" de dólares nos EUA, para estimular a economia, e a disposição do governo em conter a desvalorização cambial, influenciaram o rumo dos negócios.

Hoje, o dólar voltou a oscilar abaixo de R$ 1,70, batendo R$ 1,71 na cotação máxima do dia, para finalizar o expediente na cotação de R$ 1,703 --um decréscimo de 0,64% sobre o fechamento de ontem.

Já o dólar turismo foi cotado por R$ 1,830 para venda e por R$ 1,650 para compra, nas casas de câmbio paulistas.

Ainda operando, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) valoriza 0,46%, aos 70.640 pontos. O giro financeiro é de R$ 4,62 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York recua 0,08%.

O Federal Reserve, o banco central dos EUA, reúne seus diretores na próxima quarta-feira para atualizar a política monetária local. A autoridade econômica deve anunciar no dia uma nova rodada de estímulos à economia (o chamado "quantitative easing"), o que tende a inundar o mercado mundial com moeda, pressionando as cotações do dólar.

Em paralelo, os agentes financeiros também aguardam quais as próximas medidas do governo para conter a queda livre das taxas, considerando o impacto sobre a competitividade das exportações brasileiras.

"A tendência mundial do dólar continua a ser de baixa, apesar do fator de que o 'Fed' sinalizou que vai irrigar o mercado com menos dólares do que sinalizado anteriormente. E por aqui, o problema é que a oferta de dólar continua maior do que a demanda. Hoje, por exemplo, uma grande companhia já captou mais de US$ 500 milhões no exterior. E nós continuamos com a maior taxa de juros do planeta, sem perspectivas de cair no curto prazo", sintetiza Mário Paiva, analista da corretora BGC Liquidez.

"Essas medidas que o governo tomou, além das compras diárias do Banco Central, são medidas paliativas, que somente diminuíram a intensidade da queda", acrescenta.

Para uma parcela dos analistas, o governo já mostrou disposição para "brigar", com indicações que tomaria medidas adicionais para sustentar as taxas pelo menos em torno de R$ 1,70. Por esse motivo, alguns profissionais acreditam que essa taxa poderia se tornar novamente um "piso" para o mercado. Essa convicção, no entanto, carece de unanimidade na praça financeira: outros avaliam que os preços da moeda ainda vão oscilar num patamar abaixo desse valor.

JUROS FUTUROS

No mercado futuro de juros, que serve de referência para o custo dos empréstimos nos bancos, as taxas projetadas retrocederam nos contratos mais negociados.

No contrato para janeiro de 2011, a taxa projetada permaneceu no patamar de 10,65% ao ano; para janeiro de 2012, a taxa prevista caiu de 11,37% para 11,35%. E no contrato para janeiro de 2013, a taxa projetada cedeu de 11,83% para 11,71%. Esses números são preliminares e estão sujeitos a ajustes.

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