Sexta, 19 de Janeiro de 2018

Dólar comercial fecha em alta e Bovespa diminui ritmo de queda

26 MAI 2010Por 08h:31
SÃO PAULO

Na oitava sessão de alta ante o real nos últimos nove pregões, o dólar comercial fechou o dia em alta de 0,21%, cotado a R$ 1,868 no mercado interbancário de câmbio – na mínima cotação do dia – mas a maior desde 8 de fevereiro –, em uma sessão de forte volatilidade, em que a divisa abriu com alta de 1,98%, bateu a máxima de todo o ano a R$ 1,9030 e oscilou 1,87% entre a máxima e a mínima. Na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F), o dólar à vista fechou em alta de 1,32%, a R$ 1,8907. Além da preocupante situação da Europa, os temores com a tensão entre as duas Coreias pressionaram os mercados ontem, já que a Coreia do Norte é importante parceira da China e a Coreia do Sul, dos Estados Unidos. Os investidores fugiram dos ativos de risco e concentraram as compras em moedas mais seguras, como o dólar e o iene.
Ao longo da tarde, com a melhora do euro e a pressão de venda dos exportadores, o dólar passou a reduzir a alta em relação ao real, de acordo com José Carlos Amado, operador de câmbio da Renascença Corretora.

Ásia
Na Ásia, a tensão entre as duas Coreias teve reflexos no mercado cambial. O banco central da Coreia do Sul precisou intervir para conter a queda do won. A situação entre os dois países já era tensa, mas ficou ainda pior ontem quando se soube que o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-il, ordenou que o exército do País esteja pronto para combate. A Coreia do Norte também acusou a Coreia do Sul de ter ultrapassado fronteiras marítimas e ameaçou responder com uma ação militar. A ameaça foi feita em uma mensagem às forças armadas sul-coreanas.

Europa
Na Europa, os sinais de que o sistema financeiro espanhol está fragilizado continuam a pesar sobre os investidores. “O foco hoje é a notícia de que haverá consolidação no setor bancário espanhol, o que o mercado enxerga como um sinal de fragilidade generalizado”, afirma relatório da analista Camilla Sutton, estrategista de câmbio do Scotia Capital.
Ela lembra que, na segunda-feira, o Fundo Monetário Internacional (FMI) já havia alertado que a Espanha precisa alterar sua legislação trabalhista e fazer outras reformas, além das medidas de austeridade anunciadas. A Itália anunciou ontem medidas para reduzir seus gastos em 24 bilhões de euros.

Leia Também