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Campo Grande - MS, domingo, 09 de dezembro de 2018

MUNDO

Ditador do Iêmen pode assinar neste sábado acordo por renúncia

30 ABR 2011Por FOLHA ONLINE15h:28

O ditador do Iêmen, Ali Abdullah Saleh, discute neste sábado se assina um acordo para deixar o poder em um mês, em troca de imunidade. Caso deixe o poder, ele será o terceiro líder árabe derrubado em uma onda de revoltas populares, depois de Tunísia e Egito.

Uma fonte do governo iemenita disse à agência de notícias Reuters que os envolvidos discutem se Saleh assina o acordo ou se deixa o documento ser ratificado pelo partido governista.

Saleh, que comanda o país da Península Arábica há quase 33 anos, aceitou a princípio o acordo negociado por seus vizinhos exportadores de petróleo do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG).
A principal coalizão de oposição do Iêmen, que inclui islamitas e esquerdistas, também concordou com o pacto, mesmo com manifestantes de rua tendo rejeitado a proposta e pedindo que Saleh deixe o poder imediatamente e enfrente um processo.

Saleh, um perspicaz político, considerado há tempos um aliado dos Estados Unidos contra um braço da Al Qaeda no Iêmen, forçou os mediadores a dividir as cerimônias de assinatura do acordo em dois dias e rejeitou a presença de autoridades do Catar.

O primeiro-ministro do Qatar foi o primeiro governante a dizer publicamente que o acordo do Golfo teria como objetivo a renúncia de Saleh, e a emissora de TV do país Al Jazeera foi apontada por Saleh como culpada por incitar a revolta no mundo árabe, balançado por protestos pró-democracia.

Enquanto o líder do Iêmen assina o pacto em Sanaa, o vice-presidente de seu partido vai viajar para a capital da Arábia Saudita, Riad, para a cerimônia oficial de assinatura da oposição neste domingo. Os opositores disseram que mais ações de violência podem arruinar o acordo.

O secretário-geral do CCG, Abdullatif al-Zayani, chegou a Sanaa para entregar o acordo a Saleh, para que ele o ratifique neste sábado, disse uma autoridade do governo.

Wayani também levou convites para que todos os lados participem, no domingo, da cerimônia oficial de assinatura em Riad.

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