Domingo, 25 de Fevereiro de 2018

SEGUNDO TURNO PRESIDENCIAL

Disputa pelo comando de campanha abre crise no PT

7 OUT 2010Por Lidiane Kober00h:03



Disputa pela coordenação da campanha de Dilma Rousseff  no Estado abre crise no PT de Mato Grosso do Sul. Reeleito com 826.848 dos 1.392.464 votos válidos, o senador Delcídio do Amaral é um dos mais cotados para assumir esta função. Mas não conta com respaldo de parte do partido no Estado. Segundo o ex-governador José Orcírio dos Santos, “o PT não aceita Delcídio” no comando da campanha de Dilma na corrida por voto para a Presidência da República.
Anteontem, Orcírio conversou, por telefone, com a presidenciável. “A Dilma me ligou ontem (05) e disse a ela que nós temos o mesmo DNA. Por isso, nem precisa pedir para eu fazer sua campanha”, contou. “Ao contrário de muita gente, que não pediu votos nem para mim, nem para Dilma”, completou.
Na lista, Orcírio incluiu o senador petista. “Se quiser mando para a Dilma todas as fitas, provando que o Delcídio não fez campanha para a gente”, declarou. A indignação, conforme Orcírio, não é apenas sua. “O PT não aceita o Delcídio na coordenação da campanha da Dilma”, garantiu.

De sobreaviso
Por outro lado, o senador informou que o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, por telefone, lhe pediu para ficar de “sobreaviso” no caso de ser convocado às pressas para comandar a campanha de Dilma no Estado. Segundo ele, saiu de reunião da candidata com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Padilha o critério para a escolha dos coordenadores em cada Estado: o majoritário eleito. “Se o governador foi eleito, será ele, se um senador venceu, então, ele comandará a campanha”, explicou. Da chapa majoritária do PT de Mato Grosso do Sul, Delcídio foi o único eleito.
A decisão, de acordo com o parlamentar, leva em conta a conclusão de que faltou movimentação política no primeiro turno das eleições. “Política atrai povo, faz movimentação”, ressaltou.
Ainda segundo o senador, primeiro, serão definidos os coordenadores da região Nordeste do País. “O Padilha começou a chamar o pessoal hoje (ontem). Até sexta, será definida a situação de Mato Grosso do Sul”, completou.  
Indagado sobre a possibilidade de sua indicação não agradar todo o PT do Estado, Delcídio disse que a coordenação não é sua prioridade. “Não estou preocupado com isso”, garantiu. “O importante é que sou dilmista e estou com ela e não abro”, declarou.

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