Sexta, 23 de Fevereiro de 2018

TRÊS LAGOAS

Disputa pelo comando da Câmara Municipal em 2011 racha PMDB

13 NOV 2010Por Rose Rodrigues, Três lagoas00h:00

Dos 10 vereadores da Câmara de Vereadores de Três Lagoas, pelo menos quatro são apontados como pré-candidatos à presidência para a gestão que começa em janeiro de 2011. Como três deles são do PMDB, a disputa acabou rachando o partido no município. Da legenda, estão no páreo o atual presidente, Fernando Milan, Nuna Viana e Jorge Martinho, além de Tonhão, do PPS. Todos os postulantes são da base aliada da prefeita Márcia Moura (PMDB).

A eleição acontece no mês de dezembro e o assunto vem sendo discutido em reuniões e nos gabinetes. Dos quatro, o vereador Nuna Viana tem um voto a mais, já que, em caso de empate, como vereador mais velho, ele será decretado o presidente.

Os seis vereadores restantes ainda não manifestaram publicamente o apoio. Vera Helena (PMDB), Jorginho do Gás (PSDB), Celso Yamaguti (DEM) e Marisa Rocha (PSB) também da base aliada devem seguir orientação de seus partidos. Os dois vereadores da oposição, Idevaldo Claudino (PT) e Ângelo Guerreiro (PDT) afirmam que vão apoiar quem se comprometer com as exigências dos dois que é de retorno das sessões para o período noturno (atualmente as sessões acontecem às terças-feiras de manhã) e o período integral de funcionamento da Câmara.

O atual presidente, vereador Fernando Milan, afirmou que está à disposição do partido e aceita mais um mandato. Mas, para isso, seria preciso uma mudança na lei orgânica e no regimento da Câmara, que não permite reeleição. O atual mandato é de dois anos. Há uma proposta, defendida por grande parte dos vereadores, de que o mandato seja de apenas um ano.

Abalo
Desde a renúncia da ex-prefeita Simone Tebet (PMDB), em março deste ano, a base aliada, que durante os últimos dois anos esteve fiel à prefeitura, vem sofrendo alguns abalos. O maior deles aconteceu esta semana durante a audiência pública que discutiu o contrato com a Sanesul, quando dos oito vereadores que apoiam a prefeitura, a maior parte foi contra os argumentos da prefeita, que defende "com unhas e dentes" a renovação do contrato por mais 30 anos.

O vereador Jorge Martinho (PMDB), que coordenou a audiência, não poupou críticas e deixou claro sua posição mais próxima da oposição.

Este mês, uma emenda no projeto de incentivos fiscais para indústrias também dividiu opiniões da base e como deu empate na votação, só não foi aprovado graças ao voto do presidente da Câmara, que votou duas vezes, rejeitando a emenda, que determinava que a prefeitura desse satisfação à Câmara quando alguma indústria fosse isenta de impostos municipais.

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