Sexta, 23 de Fevereiro de 2018

ETAPA ELEITORAL

Diplomação foi marcada por pedido de união e críticas

11 DEZ 2010Por DA REDAÇÃO00h:05

Busca do entendimento, relacionamento harmonioso e trabalho único visando o desenvolvimento do Estado. Essa foi a tônica dos discursos na noite desta sexta-feira (10) na solenidade de diplomação, no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo. Mas foi também momentos de crítica, como a do governador reeleito André Puccinelli que considerou a campanha eleitoral como uma das mais agressivas onde prevaleceu a “maledicência” e, conforme frisou,  a honra das pessoas foram atacadas; O  presidente do Tribunal Regional Eleitoral. Luiz Carlos Santini também fez o que considerou “um desabafo” ao frisar que projeto da reforma eleitoral é um retrocesso “a 1930” pois “joga por terra” o sigilo do voto e a segurança das urnas.

Na diplomação ficou também evidenciado que o governador André Puccinelli, que assume o segundo mandato no dia 1 de janeiro de 2011, terá a maioria de aliados na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal. No Legislativo estadual, contará com uma bancada de 17 parlamentares contra sete da oposição, enquanto que em Brasília terá seis dos oito federais e dois dos três senadores.

Integrante da coligação que deu mais um mandato a André Puccinelli, o deputado estadual Marquinhos Trad (PMDB) – ele também reeleito – falou em nome dos futuro colegas e alertou da necessidade da classe política fazer respeitar-se não apenas com palavaras mas com ações que correspondam aos desejos da população. Segundo ele, o parlamento estadual deve ser “a luz” e “jamais vir a reboque do reflexo”, não aceitando imposições, mas tendo atuação independente, porém harmoniosa.

Outro integrante da aliança de André, o deputado federal eleito Edson Girotto discursou representando a futura bancada. Segundo afirmou. mais do que nunca a classe política deve superar as diferenças ideológicas e trabalhar, unida, focando na continuidade do desenvolvimento do Estado.

Para o senador reeleito Delcídio do Amaral, a campanha eleitoral passou e o que deve ser considerado é que “o político eleito” recebeu, na realidade uma “dádiva” e, por isso, deve reafirmar seu compromisso, agora como integrante do Executivo ou Legislativo, com o bem-estar daqueles que deram sua confiança nas urnas.

Sem formalidades

Em um breve discurso, onde anunciou que esta foi sua última eleição, o governador André Puccinelli – que foi diplomado juntamente com sua vice, Simone Tebet - preferiu deixar a formalidade de lado. Criticou “um derrotado” (sem citar nome) que tentou barrar sua diplomação na Justiça. Conseqüência, segundo ele, da campanha eleitoral mas que preferia deixar tudo “nas mãos de Deus”.

André considerou ainda que a disputa nessas eleições, pelo seu grau de maledicência, atingiu pessoas, famílias, situação essa que “nunca se viu em Mato Grosso do Sul”. Para ele, porém, o momento agora é de se trabalhar pelo Estado e conclamou que os demais poderes se unam ao Executivo nessa missão.

Para o deputado estadual Londres Machado (PR), reeleito para o seu décimo-primeiro mandato, as questões ideológicas não podem se sobrepor aos interesses do Estado e, por isso, frisou que essa união defendida pelo governador André Puccinelli é a base para conquista de benefícios para Mato Grosso do Sul.

 

Deputados estaduais

Da coligação que apoiou André Puccinelli foram diplomados Marquinhos Trad. José Teixeira, Carlos Marun, Jerson Domingos, Onevan de Matos, Paulo Corrêa, Osvaldo Mocchi Júnior, Londres Machado, Márcio Monteiro, Antônio Carlos Arroyo, Maurício Picarelli, Eduardo Rocha, Dione Hashioka, Márcio Fernandes, Diogo Tita, Mara Caseiro e Lauro Davi.

Da coligação adversária foram diplomados Paulo Duarte, Alcides Bernal, Laerte Tetila, Pedro Kemp, Cabo Almi, Felipe Orro e George Takimoto.

Deputados federais

Para a Câmara Federal foram diplomados Edson Giroto, Reinaldo Azambuja, Luiz Henrique Mandeta, Fábio Trad, Geraldo Resende, Marçal Filho, Antonio Carlos Biffi e Vander Loubet

Senadores

O atual deputado federal Waldemir Moka  foi diplomado senador. Seus suplentes são a primeira-dama de Campo Grande Maria Antonieta Trad e o vereador em Dourados Gino Ferreira.

Delcídio do Amaral foi reeleito e diplomado. Seus suplentes são o empresário Pedro Chaves e a professora universitária Zonir Tetila

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