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Diminuem os confinamentos no Estado

19 JUL 10 - 19h:53
Cícero Faria, Dourados

Mato Grosso do Sul confinou no ano passado 105 mil cabeças de bovinos nos oito empreendimentos pecuários existentes no Estado, respondendo por 14% da engorda intensiva do País. Este dado consta da Pesquisa Top 50 BeefPoint de Confinamentos, divulgada na semana passada pela consultoria BeefPoint, de São Paulo.
O confinamento de gado bovino no Brasil recuou em 2009 e deve voltar a cair este ano. A pesquisa mostrou que no ano passado, os 50 maiores estabelecimentos engordaram 1.322.764 animais, 17,3% menos do que haviam produzido no ano anterior - 1.599.465.
A expectativa agora é de uma redução de 4,3%, com a previsão de confinamento em 2010 de 1.267.250 bovinos. Considerando apenas os confinamentos que participaram das duas ultimas pesquisas, a retração é de 15%, para 1.154.103 animais. A previsão desses confinamentos é reduzir em 5% o número de animais em relação a 2009.
Em Mato Grosso do Sul, o maior projeto é do Grupo Paquetá que tem três fazendas (duas em Ponta Porã e uma em Naviraí) onde cria e recria gado, em sistema de confinamento, semi-confinamento e extensivo. A Agropecuária Paquetá ficou posicionada em 17º lugar em 2009 com 21.400 reses confinadas.
A segunda maior confinadora – em 21ª posição no ranking – é a Fazenda do Cristo Redentor com 18.000 cabeças; em 25º, a Agropecuária Córrego Azul com 16.000 cabeças; em 27º, a Fazenda Recreio Agropastoril com 15.000; em 39ª, a Fazenda Ayres da Cunha com 12.000; em 41º, a Fazenda Campanário com 10.806 cabeças; em 45º o Confinamento Don Pedro, com 9.500; e em 48º, a  Agropecuária CFM que engorda 9.000 bovinos em Mato Grosso do Sul e São Paulo.
A maior parte dos confinamentos está localizada em São Paulo (28%). Depois, vem Goiás com 24%, Mato Grosso (22%) e Mato Grosso do Sul (14%). Do total de animais, 39% estão em Goiás, 28% em São Paulo e 18% em Mato Grosso. No Paraná existe apenas um empreendimento entre os 50 maiores.
Os três maiores confinadores do Brasil são Cotril Alimentos (GO) com 208.290 cabeças engordadas no ano passado; Comapi Agropecuária (SP/GO) com 140.557; e, JBS Confinamento (SP/GO/MT) com 110.236 bovinos. Na outra ponta, em 50º lugar, está a Fazenda Santa Cecília do OMF com 8.900 cabeças.

Oscila
A pesquisa mostrou que dos 50 estabelecimentos,  48% pretendem ampliar o número de animais este ano; 40% preveem diminuir e 12% devem manter a quantidade de gado confinado. Entre as razões para manter ou ampliar o número de animais confinados estão, segundo a pesquisa, redução no preço de grãos, terminação de animais próprios, aumento de investimento e expectativa de mercado positivo.
Os que pretendem reduzir o confinamento ou deixar o sistema intensivo apontam como principais razões o alto custo de animais para reposição e expectativas negativas quanto ao preço do boi gordo em relação ao boi magro.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

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