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Dilma reafirma compromisso com fortalecimento de parceria com Uruguai

29 MAI 2011Por UOL13h:21

A presidente Dilma Rousseff confirmou para segunda-feira o encontro com o presidente do Uruguai, José Mujica, e garantiu o "compromisso com o permanente fortalecimento" da parceria entre os dois países, segundo um comunicado da presidente publicado neste domingo em um jornal uruguaio.

"A aliança entre o Uruguai e o Brasil não se deve a circunstâncias geográficas inevitáveis. Menos ainda a uma construção burocrática. Temos interesses comuns e complementares", disse ao jornal El País a presidente Dilma, que realiza na segunda-feira uma visita de cinco horas ao Uruguai.

Segundo Dilma Rousseff, o momento histórico positivo - de crescimento econômico e estabilidade democrática - vivido pelos dois países dá um "impulso adicional" à associação entre Brasília e Montevidéu.

Dilma e Mujica - que num primeiro encontro em Brasília no mês de janeiro concordaram em manter reuniões bilaterais num período trimestral - esperam assinar mais de 10 acordos, principalmente relacionados a integração física e energética.

Além disso, "estamos interessados na identificação de novas oportunidades de cooperação no campo da integração produtiva", afirmou Dilma, considerando que o Uruguai é "reconhecido pela estabilidade jurídica e pela qualidade dos recursos humanos".

A presidente enfatizou que "a cooperação entre Brasil e Uruguai não se restringe ao plano bilateral. Se projeta em escala regional e global, nos quais temos realizado esforços para a formação de um sistema internacional multipolar".

Nesse sentido, destacou, é preciso trabalhar pelo "fortalecimento da unidade e do peso do Mercosul" e "pela consolidação da União das Nações Sul-Americanas (Unasul)".

Mujica, que mantinha uma excelente relação pessoal com o ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva, que governou de 2003 a 2011, tem indicado que o Uruguai quer "as melhores relações possíveis" com o governo de Dilma Rousseff.

A visita de segunda-feira será a primeira da presidente ao vizinho e parceiro comercial desde que assumiu o governo em janeiro, e a terceira ao exterior, depois da Argentina e China.

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