domingo, 15 de julho de 2018

TRANSIÇÃO

Dilma mantém Mantega no Ministério da Fazenda

19 NOV 2010Por BRASÍLIA03h:00

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, aceitou o convite feito ontem pela presidente eleita, Dilma Rousseff, para continuar à frente do cargo a partir de janeiro do ano que vem.

A conversa ocorreu na Granja do Torto e durou cerca de duas horas e meia, segundo a Folha Online. Também estavam presentes na reunião o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, e o assessor da petista, Giles Azevedo, cotado para ser chefe de gabinete do próximo governo.

A manutenção de Mantega no cargo tem um dedo de Lula: em reunião terça-feira à noite no Palácio da Alvorada, o presidente voltou a defender a manutenção de Mantega no comando da Fazenda.

Dilma não fará o anúncio oficial até que ela defina um nome para a Presidência do Banco Central, o que deve ocorrer nos próximos dias. Dessa forma, anunciará a equipe econômica em bloco.

Banco Central
Dilma preferia trocar a presidência do BC, mas diminuiu sua resistência em manter Henrique Meirelles porque está preocupada com uma piora da economia mundial e seus efeitos no Brasil no começo de seu governo.
Ela voltou de Seul, onde participou de reunião do G20 (grupo que reúne as maiores economias do mundo), disposta a reavaliar a sugestão de Lula para manter Meirelles no BC.

Novo Ministério
Na quarta-feira, após reunião com Dilma, o presidente da Câmara dos Deputados e do PMDB e vice-presidente eleito, Michel Temer, disse que os nomes dos ministros deverão ser anunciados até o dia 15 de dezembro.
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, um dos coordenadores do governo de transição, afirmou ontem que, por enquanto, Dilma deverá criar apenas um ministério: o da Micro e Pequena Empresa. Em reunião com a bancada de senadores eleitos, Dutra afirmou que Dilma deverá compor um “governo plural, com a participação de vários partidos”.

Aliado
O ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, disse acreditar que o PDT mereça do governo Dilma pelo menos mais uma pasta e lançou o nome de Osmar Dias (PDT-PR) como um bom candidato à Agricultura. “Ele conhece profundamente o assunto. Teria total e irrestrito apoio meu e do partido, mas quem escolhe não sou eu, é a presidente Dilma”, considerou. “Agora, um ministério é muito pouco para o PDT”.

Essa é a primeira vez que Dias é citado abertamente por um membro do governo. A Agricultura hoje é chefiada por Wagner Rossi (PMDB).

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