Terça, 12 de Dezembro de 2017

PRESIDENTE

Dilma deseja sorte a
pré-candidatos

3 FEV 2014Por G111h:08

A presidente Dilma Rousseff deu posse nesta segunda-feira (3) a quatro novos ministros de Estado. Em seu discurso, que durou cerca de 20 minutos, a chefe do Executivo saudou os novos integrantes do primeiro escalão e desejou "sorte" ao antigos auxiliares que irão disputar as eleições de outubro. "Alguns de nossos ministros decidiram buscar nas urnas a execução de novas tarefas. É o que farão Gleisi Hoffmann [Casa Civil] e Alexandre Padilha [Saúde], aos quais desejo muito sucesso na nova caminhada", disse Dilma durante o discurso. A cerimônia do Palácio do Planalto que oficializou a primeira etapa das mudanças na Esplanada dos Ministério foi bastante concorrida. Além de familiares e amigos dos novos ministros, prestigiaram a cerimônia o vice-presidente da República, Michel Temer, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), além de parlamentares e outros integrantes do primeiro escalão.

O agora ex-ministro da Educação Aloizio Mercadante tomou posso na chefia da Casa Civil. Já o secretário-executivo do Ministério da Educação , José Henrique Paim, foi promovido ao comando da pasta; o médico Arthur Chioro assumiu o Ministério da Saúde no lugar de Alexandre Padilha, que deixou o cargo para uma provável candidatura ao governo de São Paulo; e o porta-voz da Presidência da República Thomas Traumann foi nomeado titular da Secretaria de Comunicação Social, substituindo a ministra Helena Chagas. A cerimônia de posse teve início por volta das 11h20 desta segunda-feira, no Palácio do Planalto. Parlamentares e outros ministros devem participar do evento. As nomeações dos quatro novos ministros e as exonerações das quatro pessoas que deixaram seus postos foram publicadas nesta segunda no Diário Oficial da União.

As mudanças no primeiro escalão tiveram início na última quinta-feira (30). Além de substituir ministros que devem ser candidatos nas eleições de 2014, como Padilha, Dilma pretende acomodar partidos da base aliada que não estão na Esplanada, para lhes garantir tempo na propaganda eleitoral de rádio e TV. A presidente também estuda como incluir legendas como PTB, PROS e PSD, e ampliar o espaço de seu principal aliado, o PMDB, que reclama por mais pastas nos ministérios.

Trocas

A então ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, deixa a pasta para concorrer ao governo do Paraná. Em dezembro de 2013, durante um café da manhã com jornalistas, ela havia dito que pediu a Dilma para sair do cargo já em janeiro, para poder se dedicar à campanha eleitoral.
Para sucedê-la, Dilma escolheu Aloizio Mercadante, que, além de coordenar os principais projetos do governo, terá a missão de fazer a interlocução entre o Palácio do Planalto e a equipe de campanha à reeleição da presidente. Já para o Ministério da Educação (MEC), Dilma optou por uma solução técnica, ao escolher Paim. Com isso, a presidente busca manter o estilo da gestão do MEC em projetos como o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
A última troca, confirmada apenas na sexta-feira (31), ocorre na Secretaria de Comunicação Social, de onde sai Helena Chagas e entra Traumann.

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