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reunião com vice

Dilma definirá espaço do PMDB na reforma

16 JAN 14 - 00h:00Folhapress

Após duas horas de conversa, a presidente Dilma Rousseff acertou com seu vice, Michel Temer (PMDB-SP), que definirá no próximo dia 29 o espaço do PMDB na reforma ministerial. A reunião de ontem foi a segunda entre Dilma e Temer nesta semana para tratar da nova composição do primeiro escalão.

O principal objetivo da presidente com a mudança ministerial é garantir mais tempo de TV para sua campanha. As trocas serão feitas principalmente em vagas de ministros que vão deixar o cargo para disputar as eleições, como Alexandre Padilha (Saúde), que deve se candidatar a governador de São Paulo.

A principal reivindicação do PMDB é comandar o Ministério da Integração. Na segunda-feira, a presidente avisou aos peemedebistas que não tinha a pretensão de dar um sexto ministério para a legenda porque precisa acomodar outros aliados, como o PTB, Pros e PSD.

O PMDB já controla as pastas de Minas e Energia, Agricultura, Turismo, Previdência e a Secretaria de Aviação Civil.

O recado gerou mal-estar com o partido aliado, que chegou a ameaçar antecipar sua convenção para discutir os rumos nas eleições de outubro.

Diante das reclamações, Dilma convocou Temer para uma nova rodada de negociação horas antes de um encontro da cúpula do PMDB no Palácio do Jaburu, residência da Vice-Presidência. Além de Temer, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também esteve com a petista.

Dilma teria amenizado o tom e repassado que ainda não há definições porque consultas estão sendo feitas aos aliados.

Na chegada para a reunião, o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), minimizou o desgaste na relação do PMDB com o PT por conta do ajuste ministerial e disse não acreditar numa rebelião de seus correligionários.

"Não pode sofrer por antecipação. Ainda não há definição. O PMDB não está colocando a faca no pescoço da presidente para exigir mais cargos nesse momento em que o Brasil precisa de unidade política e não de crise política", afirmou.

Raupp, no entanto, admitiu que há problemas nas questões estaduais e disse que a legenda vai lançar 18 candidatos a governos. 

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