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Campo Grande - MS, quinta, 13 de dezembro de 2018

Dificuldade em manter dieta pode ser culpa da sua memória

8 SET 2012Por TERRA20h:00

Segundo uma pesquisa publicada no jornal inglês Daily Mail, a dificuldade que algumas pessoas têm em manter uma dieta pode estar ligada à memória. Os estudiosos observaram um conjunto de características, incluindo uma forma de memória que identifica suas intenções. Conhecida como função executiva, aqueles que têm níveis fracos, são mais propensos a cair em tentação.
A função executiva abrange a capacidade de pesar opções, priorizar, realizar multi-tarefas e planejar com antecedência e ela inclui também a memória prospectiva, uma forma de recordação que precisamos para realizar planos.
Por isso, uma pessoa que apresenta a memória prospectiva pobre se esquece de fazer coisas planejadas para o futuro próximo, como trancar a porta, encontrar um amigo, enviar uma carta e, por exemplo, que está de dieta.
A psicóloga especialista em saúde e responsável pela pesquisa, Julia Allan, explicou: "A memória prospectiva mantém você na linha. Toda vez que oferecerem alguma coisa para comer, você tem que trazer à mente que está em uma dieta".
Uma série de estudos feitos na Universidade de Aberdeen, na Escócia, mostrou a importância da função executiva para aderir e manter resultados positivos de uma alimentação saudável.
Durante os testes, os voluntários escreviam o que haviam comido nos últimos três dias e aqueles que apresentavam baixa função executiva, anotavam ter consumido menos frutas e vegetais e mais açúcar e guloseimas do que pretendiam. E, quando eram oferecidos chocolates, eles tinham mais tendência em aceitar o doce e ceder à tentação.
"As pessoas com baixa função executiva têm mais dificuldade em manter os planos que tinham feito e resistir aos obstáculos do que aqueles com função excelente", disse Allan.
Durante o Festival de Ciência Britânico, ela afirmou ainda que os resultados da pesquisa ajudam a explicar o motivo pelo qual algumas pessoas acham mais fácil perder peso e parar de fumar. "Sabemos que muito tempo e dinheiro são gastos com campanhas de saúde que dizem às pessoas os alimentos certos que devem comer, mas quando você observa a população escocesa repara que a grande maioria sabe qual é o tipo de alimentação correta, mas o problema é que ela não segue as devidas intenções".
A psicóloga agora procura maneiras simples de facilitar o cotidiano das pessoas com estas características e uma das experiências que tiveram êxito foi reorganizar os alimentos nas bancadas das cafeterias colocando os de menor caloria do lado esquerdo. Pois, segundo ela, a primeira intenção é sempre olhar para esta direção. Durante três meses, esta experiência foi feita em duas cafeterias, que registraram aumento nas vendas de comidas de baixas calorias, enquanto, as mais calóricas, caíram.
Dra. Allan explicou que com esta conclusão foi comprovado que é mais fácil expor os alimentos certos para as pessoas do que apenas instruí-los a comer de maneira adequada. "Você entra em uma lanchonete se sentindo cansado e procurando por cafeína e açúcar, e em poucos casos, a fruta vai ser uma opção. E comendo um doce menos calórico, você fará menos mal à dieta, o que já é um ponto positivo".
"Com a pesquisa, ficou claro que se manter firme na dieta não é fácil, nem também decidir ter uma alimentação mais saudável. Uma dieta envolve diferentes habilidades psicológicas e sempre será mais fácil para alguns do que para outros", completou a psicóloga. 

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