sábado, 21 de julho de 2018

Detentos de Três Lagoas produzem brinquedos para serem distribuídos no Natal

7 NOV 2010Por notícias ms13h:17

Reeducandos do Estabelecimento Penal de Três Lagoas (EPTL) estão trabalhando na produção de brinquedos para serem distribuídos a crianças carentes da cidade no Natal deste ano. Nas mãos dos detentos, restos de madeiras doados por fábricas da região estão sendo transformados em mesinhas, cadeiras, jogos de sofá, armários, carrinhos e tratores.

Idealizada pela direção do presídio, a iniciativa prevê a produção de, no mínimo, cerca de 1400 brinquedos até o dia 20 dezembro. Parte dos brinquedos será destinada aos filhos dos internos e a outra parte a instituições filantrópicas de Três Lagoas.

As peças são cortadas na marcenaria da unidade prisional e depois encaminhadas aos reeducandos nas celas para serem feitas as montagens e acabamento. Mais de cinquenta detentos estão envolvidos na produção.

De acordo com o diretor do EPTL, Sílvio Rodrigues Flores, como o estabelecimento penal começou a receber a doação de suportes de madeira usados, surgiu a ideia de reaproveitá-los em benefício das crianças. "Compramos alguns modelos de brinquedos, e a partir desses moldes, iniciamos o trabalho", explica.

Rodrigues informa que – além da meta dos 1400 brinquedos – 250 conjuntos serão feitos e entregues a uma creche da cidade. A direção da instituição doou o material utilizado no acabamento dessas peças.

Para o diretor, são duas ações positivas por trás desse trabalho desenvolvido: é uma forma de dar ocupação produtiva aos detentos, e em benefício direto da sociedade. "E para os reeducandos garante remição de um dia na pena para cada três trabalhados", complementa.

Continuidade

Pelo projeto da direção do EPTL, a iniciativa não se restringirá apenas à produção de brinquedos para o Natal. "Pretendemos, posteriormente, apresentar algumas peças a lojas da cidade, para que elas comprem os produtos e ofereçam como brindes aos clientes", comenta o diretor Sílvio Rodrigues. "Seria uma forma de manter o trabalho, já que ele tem custos com o material usado; e até mesmo de remunerarmos os reeducandos", completa.

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