sábado, 21 de julho de 2018

VIOLÊNCIA

Detento foi espancado até a morte na cadeia de Coxim

22 OUT 2010Por Alcinópolis.com22h:45

Silvano Souza Silva, de 42 anos, morreu dentro da cela um da cadeia pública de Coxim, no final da tarde desta quinta-feira (21) e necropsia constatou que o preso foi espancado até a morte.

Conforme o delegado titular, Bruno Henrique Urban, o preso estava com hemorragia interna, costelas quebradas e edema cerebral.

Silva chegou na cadeia por volta das 14h dessa quarta-feira (20). O delegado explicou que sempre que chega um preso na cadeia é questionado se ele tem rixa com algum detento. Como a vítima respondeu que não, foi colocado na cela quatro.

Em menos de duas horas, os agentes tiveram que transferir Silva de cela, pois ele tinha treta com detentos. Às 13h45, a vítima foi colocada na um, depois de afirmar que não tinha rixa com os presos que estavam na cela.

Vale ressaltar que a cadeia pública tem capacidade para abrigar 24 presos, mas atualmente guarda 69. Há anos a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) ensaia assumir a cadeia de Coxim, mas, na prática isso não acontece.

Familiares temem rebeliões e outras mortes, justamente por conta da superlotação, que tem deixado os presos revoltados.

PRISÃO – Na última terça-feira (19), Silva foi preso em flagrante depois de furtar R$ 300,00 de João Girabrel Baldo, de 51 anos, num bar em Alcinópolis. Após denúncia da vítima, os policiais localizaram Silva, que jogou o dinheiro no chão, na tentativa de se desfazer da prova do crime.
De acordo com o site do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), o preso também foi condenado, no dia 22 de setembro de 2010, a um ano e três meses de reclusão em regime fechado, por conta de um furto ocorrido em janeiro de 2007.

AGRESSÃO – Na manhã desta quinta, o preso Luiz Henrique Gonçalves da Costa, de 46 anos, foi agredido por colegas da cela de isolamento. Machucado, Costa foi encaminhado ao Hospital Regional por policiais militares. O preso foi agredido com cabos usados em vassouras e rodos, com ferro na ponta.

O delegado acredita que presos de outras celas, envolvidos em tráficos de drogas, tenham ordenado a agressão à Costa. Outro preso, que fica no corredor, teria levado a informação até os detentos que dividiam a cela com Costa.

De acordo com o delegado-adjunto, Amylcar Eduardo Romero, a ordem pode ter partido porque Costa se gabava de estar preso por ter executado o filho de um traficante em São Gabriel do Oeste, o que não é verdade. Agora, Costa está numa cela provisória, devidamente isolado.

Costa responde a dois processos, da esfera criminal, nas 2ª e 3ª Varas de Uberaba, além de um porte ilegal de arma de fogo no município de Alcinópolis, região norte de Mato Grosso do Sul.

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