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sexta, 22 de fevereiro de 2019 - 09h39min

Detector de metal da Máxima não funciona

30 AGO 10 - 08h:09
A maneira mais fácil, por isso também a mais usual, para levar um celular até o preso é por meio do corpo de uma mulher. Isso acontece porque os procedimentos feitos antes da liberação de uma visita feminina nem sempre são suficientes para detectar a existência de um aparelho escondido no corpo da visitante. Normalmente, ela é revistada, tira toda a roupa e faz algumas sessões de agachamento, no entanto, dificilmente o celular se desprende das partes íntimas. O presidente do Sindicato dos Servidores da Administração do Sistema Penitenciário do Estado de Mato Grosso do Sul, Fernando Anunciação, explicou que os profissionais encontram dificuldade em detectar a presença do aparelho, principalmente, porque o detector de metal instalado no Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande não está funcionando. “Quando o celular está no corpo da mulher, mesmo ela se despindo e fazendo agachamento ele não cai. Na conversa ela nunca confessa que está carregando um aparelho. Somente nos casos em que ficam muito nervosas porque nunca fizeram isso é que acabam confessando, mas é muito raro”, afirmou o sindicalista. Apesar de a mulher ser o principal meio de entrada de aparelhos celulares em unidades prisionais, existem outras maneiras de colocar o preso em contato com o mundo fora das celas. De acordo com o sindicalista Anunciação, agentes penitenciários da Capital também costumam flagrar aparelhos em cima do muro dos presídios. Essas situações acontecem porque comparsas que estão fora da penitenciária jogam celulares para que os presos tenham condições de organizar ações criminosas mesmo estando no presídio. Ainda segundo o presidente do sindicato, existem casos de funcionários de empresas prestadoras de serviços que fornecem celulares para os internos. Superficial Fernando Anunciação explicou que tanto no sábado, quando no domingo – dias destinados a visitas – cerca de 700 internos são liberados para receber em média visita de 400 pessoas, que foram submetidas a uma revista breve e superficial em razão da falta de equipamento adequado e de agentes penitenciários. “É diferente do presídio federal que tem estrutura para barrar a entrada de celulares. Para fazer uma revista a contento um agente leva pelo menos 10 minutos para verificar calçados, roupas, sacolas e o corpo do visitante, então é feita uma revista superficial”, garantiu o sindicalista. (VS)
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