Sexta, 23 de Fevereiro de 2018

Boxe

Destaque do boxe feminino quer mais espaço no esporte

4 JAN 2011Por 00h:00

A campo-grandense Emília Reis, que faz parte de uma família de pugilistas, garante que é um esporte como outro qualquer, que chegou a hora “das meninas” e que é preciso maior espaço para as mulheres na modalidade.

Praticante do boxe olímpico há quatro anos, em 2010 Emília desbancou as favoritas paulistas e conquistou o título de campeã dos Jogos Abertos de São Paulo. Além disso, tem em seu currículo três medalhas em Brasileiros, sendo duas de bronze e uma de prata.

Além do boxe, a pugilista de 21 anos é acadêmica do último ano do curso de Direito da Universidade Católica Dom Bosco-UCDB, e precisa conciliar a rotina estudantil, que, além da sala de aula, tem o estágio no Centro Especializado de Polícia (Cepol) e os treinamentos e competições.

“É uma rotina puxada, mas vale a pena. Gosto do boxe e da carreira jurídica, o problema é que ainda tenho dúvida sobre onde devo me dedicar mais”, comentou.

Emília, que tem o pai Edy Reis como treinador e o irmão Emiliano Reis como companheiro de esporte, iniciou-se no boxe por acompanhar a carreira do irmão e precisou driblar a desconfiança da mãe e o preconceito inicial por fazer parte de um esporte considerado “violento”.

“Precisei provar para minha mãe que o boxe não tem o objetivo de machucar, e sim de somar pontos com os golpes. Ainda hoje ela fica preocupada, mas a cobrança já diminuiu”, destacou Emília.

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