Sexta, 23 de Fevereiro de 2018

CARNAVAL NA CAPITAL

Desfile pode ser em rua entre Área do Papa e Cemitério Santo Amaro

11 FEV 2011Por FAUSTO BRITES00h:02

De um lado a chamada Área do Papa.Do outro, o Cemitério Santo Amaro. Nem tanto o céu, nem tanto a terra. É em uma rua nessa região, próximo ao Lar do Trabalhador, mais precisamente na Zakia Nahas Siufi que a Prefeitura de Campo Grande (MS) estuda fazer  o desfile das escolas de samba do Carnaval deste ano - festa pagã para uns; Reinado de Momo, para outros - , ao em vez da Via Morena que, definitivamente, está fora do páreo.

“É uma alternativa que estamos analisando para apresentar ao prefeito”, explica o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Roberto Figueiredo a respeito do novo local.

A mudança tem uma justificativa, ou seja, a Lei do Silêncio. Há também uma decisão recente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS), atendendo pedido do Ministério Público Estadual (MPE), proibindo a Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul Acrissul) promover shows no Parque de Exposição Laucídio Coelho.

Isso visando garantir a tranqüilidade dos moradores do Jockey Club e bairros circunvizinhos que, há anos, vivem o transtorno dos decibéis explodindo em seus ouvidos. O prefeito Nelsinho Trad prefere fazer a mudança do desfile para não desobedecer a Justiça uma vez que a Via Morena passa por um dos lados do Parque de Exposição.

Roberto Figueiredo, pórém, aponta prós e contra.

A favor há que a Rua Zakia Nahas Siufi tem 600 metros de extensão, não existe  arborização que possa ser comprometida e nem fiação que atrapalhe a passagem dos carros alegóricos. Além disso, diferentemente da Via Morena, podem ser instaladas arquibancadas nas duas pistas. As residências nas proximidades seriam em pequeno número.

Os aspectos negativos são de que não existe infraestrutura para abrigar as escolas de samba para os últimos preparativos como, por exemplo, preparar os carros alegóricos e a iluminação é precária.  Essas questões serão encaminhadas ao prefeito Nelsinho Trad para que, conforme enfatizou Roberto Figueiredo, “ele bata o martelo”.

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