Sexta, 15 de Dezembro de 2017

Desemprego atinge menor taxa para março em 12 anos

29 ABR 2010Por 06h:40
São Paulo

A taxa de desemprego no País ficou em 13,7% em março, ante 13,0% em fevereiro, segundo pesquisa realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em seis regiões metropolitanas e divulgada ontem. Apesar da elevação, é a menor taxa para um mês de março desde 1998. No mesmo mês em 2009, a taxa havia sido de 15,1%.
“Após o aquecimento do mercado de trabalho no final do ano, é esperada uma redução no nível de atividade”, disse Patrícia Lino Costa, economista do Dieese, referindo-se ao aumento do desemprego de fevereiro para março.
O índice subiu em todas as seis cidades, principalmente em Salvador, onde foi de 18,8% em fevereiro para 19,9%, e em São Paulo, passando de 12,2% para 13,1%. Trata-se da menor taxa para um mês de março desde 1992.
Nessa região metropolitana houve eliminação de 86 mil postos de trabalho. Na divisão por setores, o nível de ocupação aumentou apenas na indústria paulista, com a criação de 12 mil vagas. “O comportamento da indústria é um sinalizador de tendência”, afirmou Alexandre Loloian, coordenador do Seade.
Em Belo Horizonte e no Distrito Federal, a elevação da taxa teve menor intensidade. Na capital mineira, o desemprego passou de 9,7% para 10,2%, e no DF, de 14,1% para 14,7%.
Já em Porto Alegre e no Recife, houve quase estabilidade. Na capital gaúcha, a taxa passou de 9,6% para 9,8%. E na capital de Pernambuco, a taxa subiu de 19% para 19,3%.
O contingente de desempregados nas seis regiões analisadas foi estimado em 2,767 milhões de pessoas no mês passado, 149 mil a mais do que em fevereiro. Esse número é resultante da eliminação de 137 mil vagas, aliada à relativa estabilidade da PEA (População Economicamente Ativa).
Nesse mesmo comparativo, o nível de ocupação, na média nacional, teve queda de 0,8%. O total de ocupados nas seis regiões pesquisadas foi estimado em 17,423 milhões de pessoas, para uma PEA de 20,190 milhões.
Na divisão por atividade, o nível de ocupação nas seis regiões metropolitanas diminuiu em serviços (115 mil vagas a menos), no comércio (retração de 55 mil) e no agregado de outros setores (menos 19 mil vagas).
No sentido oposto, houve crescimento na indústria (31 mil vagas a mais) e na construção civil (abertura de 21 mil postos de trabalho).

Rendimento
Em fevereiro, o rendimento médio real dos ocupados no País praticamente não teve variação (leve queda de 0,1%), equivalendo a R$ 1.274. Já o dos assalariados ficou em R$ 1.340, apresentando redução de 0,7%.
O rendimento médio dos ocupados diminuiu no Distrito Federal (retração de 1,6%), passando a valer R$ 1.811. O mesmo movimento foi registrado em São Paulo (-0,6%), para R$ 1.309, e em Belo Horizonte (-0,6%), para R$ 1.295.
Em Salvador, houve relativa estabilidade, com variação negativa de 0,2%, para R$ 1.024. Já Recife e Porto Alegre apresentaram acréscimo no rendimento. Na capital de Pernambuco, o rendimento subiu 2,9%, para R$ 841. E na segunda capital, o rendimento aumentou 2,7%, para R$ 1.267.

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