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FECOMBUSTÍVEIS

Desabastecimento de etanol é descartado

25 ABR 2011Por INFOMONEY15h:28

Não existe a possibilidade de o País sofrer com o desabastecimento de etanol, afirmou nesta segunda-feira (25) o presidente da Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e Lubrificantes), Paulo Miranda Soares.

“A situação está tranquila em todos os estados”, disse, segundo a Agência Brasil. “Há estoque suficiente do produto para o mercado brasileiro nas usinas de maior porte. Com isso, não existe o risco de desabastecimento. Até porque a produção de álcool já foi iniciada em 80% das usinas do país”, disse.

De acordo com a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), somente no Centro-Sul, 130 usinas das 335 instaladas na região estão em operação de moagem . A região é a principal produtora do País. A expectativa, ainda não confirmada pela entidade, é que 195 unidades estejam em plena atividade a partir desta segunda.

“Na verdade, essa movimentação começou muito antes do início da safra, com diversos produtores antecipando suas atividades para ajudar a equilibrar a oferta de etanol, tanto o anidro para mistura na gasolina quanto o hidratado para carros flex,” afirmou em nota o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues.

Melhora da situação
Para o presidente da Fecombustíveis, o período mais crítico da oferta de etanol foi na entressafra. “Ele já passou e a tendência é de que a situação melhore daqui por diante”, afirmou, ainda segundo a agência.

Soares explica que, durante esse período, ocorreram problemas logísticos na distribuição do etanol anidro – aquele que é misturado à gasolina –, mas ele reforçou que o estoque do produto é suficiente, embora esteja concentrado nas grandes usinas. “Houve uma certa dificuldade operacional porque lá se formaram filas de caminhões para distribuírem o produto”, disse. “Como a procura aumentou, o preço acabou subindo proporcionalmente”, explicou Soares.

“Alguns postos de bandeira branca [não vinculados às grandes empresas do setor] do interior de São Paulo tiveram mais dificuldades para obter o combustível. Mas isso foi algo isolado, já que 70% do mercado de gasolina estão nas mãos da Petrobras, da Ipiranga, da Shell e da Ale”, argumentou Soares.
 

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