Terça, 20 de Fevereiro de 2018

Derrotados nas urnas têm destino incerto

11 OUT 2010Por lidiane Kober01h:00



Derrotados nas urnas, deputados começam a planejar suas vidas a partir de 2011, quando encerram-se os respectivos mandatos. A maioria não quer abandonar a política, mas já trabalha com a possibilidade de retomar a profissão na vida privada e pública, pelo menos até o próximo pleito.
Com 485.490 dos 1.392.464 votos válidos, o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) não conseguiu garantir vaga de senador. Ele não esconde a tristeza, mas nem por isso pensa em desistir da vida política.
No entanto, antes quer um tempo para refletir sobre seu futuro. A dúvida é concorrer ou não à Prefeitura de Campo Grande, em 2012. “Preciso escutar meu partido e meus amigos”, ressaltou.
Segundo Dagoberto, seu futuro passa pela eleição de Dilma Rousseff (PT) a presidente da República. “Ela já me perguntou o que quero fazer”, contou, evidenciando a possibilidade de assumir um cargo no governo federal, caso a petista vença a eleição.
Se decidir disputar o comando da prefeitura da Capital, o parlamentar pode atuar em uma autarquia federal no Estado. “Caso contrário, fico em Brasília”, contou. “Segundo Luppi (presidente nacional do PDT, Carlos Luppi), o PDT pode me indicar para assumir um cargo no governo”, explicou.
Na hipótese de Dilma sair derrotada das urnas, Dagoberto deve voltar a atuar como procurador especial do Estado. “Sou concursado e posso voltar à Procuradoria”, frisou.
Também vive dilema em relação ao seu futuro o deputado estadual Youssif Domingos (PMDB). Apesar da derrota nas urnas, ele ainda alimenta esperança de continuar na Assembleia Legislativa. Para isso, dois parlamentares precisam deixar o Poder Legislativo. São cotados para atuar no governo de André Puccinelli (PMDB) os deputados Carlos Marun (PMDB), Júnior Mochi (PMDB) e Márcio Monteiro (PSDB).
No caso de abrir uma vaga, o primeiro a voltar para a Assembleia seria o deputado Professor Rinaldo (PSDB). Youssif vem na sequência.
Atuar no Governo do Estado é outro caminho que o peemedebista pode seguir. “Até agora, não tem nada sobre isso”, garantiu. “Qualquer coisa volto a advogar. Tenho meu escritório e a vida continua”, completou.
Os petistas Amarildo Cruz e Pedro Teruel também não conseguiram assegurar outro mandato de deputado estadual. Agora, Amarildo sonha com o comando de um órgão federal no Estado. “Se a Dilma vencer a eleição, existe a perspectiva de abrir espaço em uma autarquia federal”, comentou. Ele revelou contar com o apoio do senador Delcídio do Amaral (PT) e do deputado federal Antônio Carlos Biffi (PT).
Apaixonado pelos movimentos sociais, Teruel não quer abandonar as parcerias construídas ao longo do seu mandato. “Vou continuar a fazer as mesmas coisas sem as mesmas ferramentas”, disse. “Não terei a tribuna da Assembleia, nem a estrutura de gabinete, mas vou continuar a trabalhar, pois amo atuar por justiça social”, acrescentou.

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