quarta, 18 de julho de 2018

doenças de pele

Dermatologista alerta para os riscos do sol

28 NOV 2010Por NADYENKA CASTRO03h:20

"O sol é o grande vilão", afirma a médica dermatologista Michella Rezende Scannapieco, sobre a causa das doenças de pele, em especial o câncer.

O aposentado Álvaro Neves, 86 anos, é um exemplo do alerta da coordenadora da 11ª edição da campanha do câncer de pele, realizada ontem. "Quando eu era rapaz, para ficar moreno, ia para o sol. E era entre às 12 e 13 horas. Agora eu tenho o troco. E o melhor tratamento é não tomar sol", diz ele, mostrando as mãos e o rosto manchado, indicando lesões.

Cultura
O que Álvaro viveu quando era mais novo, é o que a médica chamou de "cultura do bronzeamento", e resulta, muitas vezes, em doenças. "Mas as gerações mais novas estão menos amigas do sol". No entanto, o número de casos de câncer de pele só aumenta, segundo Michella. "Não sabemos se as pessoas estão tendo menos cuidados ou se é o sol que está cada vez mais forte".

De acordo com a médica, como não há como ficar sem o sol, o importante é evitar a exposição constante e usar protetores solar, reaplicando-os a cada duas e três horas, usar roupas de cores claras. Quem trabalha exposto ao sol, além das precauções acima, precisa usar camisa de manga comprida e chapéu.

Mais cuidados
Álvaro tem todos esses cuidados e ainda outros. Está sempre com a "sombrinha" e na hora de dirigir, usa luvas de couro e sobre a camisa, mangas de tecido mais grosso. "Tem que se proteger o tempo todo. Mesmo quando o tempo está nublado, chovendo", disse.

O aposentado foi até o Hospital Universitário (HU), em Campo Grande, para ser atendido na campanha, mas voltou para casa porque considerou o local muito cheio. "Olhei e voltei".

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