quarta, 18 de julho de 2018

Deputados aceitam abrir sigilo bancário e fiscal

23 SET 2010Por 08h:14

Lidiane Kober

Em coro, deputados estaduais negaram ontem receber salário de R$ 120 mil mensais e estão dispostos a abrir o sigilo bancário e a evolução patrimonial para provar a inocência. Alguns não acreditam na veracidade dos vídeos, nos quais o deputado Ary Rigo (PSDB) revela pagar, com dinheiro do Poder Legislativo, propina a autoridades. Unânime foi a preocupação na generalização das acusações. Enquanto os parlamentares se defendiam, na plateia, um grupo de manifestantes pedia a presença de Rigo no plenário e explicações.
“Primeiro, não acredito na veracidade dos vídeos”, declarou o deputado estadual Carlos Marun (PMDB). “Segundo, sou a favor de uma apuração e, terceiro, me preocupo com a generalização das acusações, a poucos dias das eleições”, completou.
A bancada do PT também demostrou temor com a generalização das acusações. “O que me preocupa é jogar todo mundo na vala comum”, ressaltou Paulo Duarte, com o apoio de Amarildo Cruz e Pedro Kemp. “Eu não recebo dinheiro nenhum e quero ouvir a Justiça Federal”, declarou Amarildo.
Kemp solicitou instauração de processo administrativo no Poder Legislativo para apurar as denúncias sobre o suposto esquema de repasses de dinheiro público ao Governo do Estado, Tribunal de Justiça e Ministério Público.  
Da mesma forma que Marun, a bancada petista e outros parlamentares, o deputado Júnior Mochi (PMDB) colocou à disposição seu sigilo bancário e a evolução patrimonial para provar não ter sido beneficiado com verba extra da Assembleia. “Não me oponho a nada para provar que nunca recebi dinheiro ilegal”, afirmou. Já o deputado Antônio Braga (PDT) considerou as informações dos vídeos “absurdas”. “Coisas que ele (Rigo) fala nem são possíveis de fazer. São desprovidas de qualquer realidade”, opinou.

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