Segunda, 19 de Fevereiro de 2018

NOVO GOVERNO

Depois de um mês, Dilma conclui o ministério

23 DEZ 2010Por Brasília03h:30

Um mês após o anúncio dos integrantes da equipe econômica e às vésperas do Natal, a presidente eleita, Dilma Rousseff, concluiu ontem a formação de seu ministério. Nesse período, Dilma optou pela discrição: os futuros ministros foram anunciados por meio de notas oficiais, divulgadas pela equipe de transição. Foram confeccionadas oito notas para anunciar os 37 ministros.

Os primeiros nomes confirmados foram a petista Miriam Belchior no Ministério do Planejamento, Alexandre Tombini na presidência do Banco Central (BC) e a permanência de Guido Mantega no Ministério da Fazenda. Os três foram os únicos a concederem entrevista coletiva após confirmados no futuro governo.

Ontem, Dilma anunciou, também por meio de nota, os dois últimos nomes para compor a sua equipe de 37 ministros. A deputada federal Iriny Lopes (PT-ES) foi confirmada na Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres e o deputado eleito Afonso Florence (PT-BA) vai comandar o Ministério do Desenvolvimento Agrário.

Iriny Lopes é uma das fundadoras do PT no Espírito Santo. É conhecida por seu trabalho na Câmara dos Deputados em defesa dos direitos civis. Na Casa, passou por dois mandatos e presidiu a Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Entre os assuntos da comissão, estão o Programa Nacional de Direitos Humanos e os jovens.

Afonso Florence é ex-secretário de Desenvolvimento Urbano da Bahia e, nas eleições de outubro, foi eleito deputado federal.

A presidente eleita não criou nenhuma nova pasta. Ela desistiu do Ministério de Portos e Aeroportos, que iria para o PSB, por conta da ameaça de um caos aéreo entre o fim deste ano e o começo do próximo. O setor continuará sob o comando do Ministério da Defesa.

 Participação dos partidos
Caberão 17 ministérios ao PT, quase a metade da Esplanada. O partido também controlará os ministérios mais importantes, como Fazenda, Casa Civil e Planejamento. A legenda também controlará os dois maiores orçamentos livres, da Educação e Saúde. O maior orçamento obrigatório é o da Previdência Social, pasta confiada ao PMDB.

Coube ao PMDB, do vice-presidente eleito Michel Temer, o controle de seis pastas. Mas a sigla perdeu ministérios de peso, como Integração Nacional e Comunicação Social. O PSB conseguiu duas pastas, embora pleiteasse três. Os demais aliados – PC do B, PR, PP e PDT – ficaram com um ministério cada um.

Por fim, Dilma cumpriu a promessa de ampliar a participação de mulheres na Esplanada. Ela triplicou o número de ministras: eram três, agora são nove.


 

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