Campo Grande - MS, terça, 21 de agosto de 2018

abuso sexual

Denúncias crescem, mas cuidados com as crianças não

21 MAI 2011Por DA REDAÇÃO09h:00

Conforme a psicóloga Rosilene Giosoato, pais costumam deixar filhos com estranhos, não os cuidando devidamente. O número de ligações recebidas pelo disque 100, canal para denúncias anônimas do Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, cresce a cada dia, como também os registros de ocorrências na DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).

Segundo a psicóloga Rosilene Giosoato, as famílias têm deixado de zelar pelas crianças. “Os pais deixam os filhos com estranhos, não os cuidando devidamente. Precisamos ensiná-los a tomar cuidado em diversas situações. As nossas crianças precisam ter segurança em seus pais para não lhes esconderem nada”, alertou.

O promotor da Vara da Infância e Juventude, Sérgio Harfouche, divide a mesma opinião. “Os pais devem estar abertos, orientando os filhos. Os filhos devem ter segurança que serão apoiados e protegidos após contar o segredo aos seus pais, e não recriminados ou punidos”, explicou.

No II Encontro Estadual sobre a Semana de Combate à Pedofilia, realizado na noite desta sexta-feira (20/5), na Assembleia Legislativa, Rosilene Giosoato também defendeu a implantação em Mato Grosso do Sul do chamado depoimento sem dano, que consiste na oitiva de crianças e adolescentes em situação de violência.

O depoimento é tomado por um psicólogo ou assistente social, em uma sala especial, conectada por equipamento de vídeo e áudio à sala de audiência, em tempo real. O técnico possui um ponto eletrônico, através do qual o juiz direciona as perguntas a serem feitas à criança. O depoimento fica gravado, constando como prova no processo.

“Este tipo de depoimento reduz o dano causado à criança, pois evita a revitimização com sucessivas inquirições”, enfatizou.
 

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