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Campo Grande - MS, sábado, 17 de novembro de 2018

ECONOMIA

Demanda deve continuar aquecida, diz FGV

6 MAR 2011Por AGÊNCIA BRASIL04h:00

O economista André Braz, da Fundação Getulio Vargas, acredita que a demanda continuará aquecida por algum tempo, após a o período de carnaval. “A economia não deve responder com recuo de preços. Eu acho que o consumidor tem que se preparar mesmo para uma despesa um pouco mais alta neste carnaval. E isso vai se manter ao longo deste ano”, disse ele à Agência Brasil.

André Braz prefere esperar um pouco para ver como a economia vai responder às políticas monetária e fiscal que estão sendo utilizadas para conter o avanço da inflação. Para ele, as medidas de contenção anunciadas pelo governo só surtirão efeito a médio prazo.

“Só daqui a seis ou nove meses, a gente vai ter uma impressão melhor sobre a verdadeira trajetória da inflação”. A tendência, por enquanto, não é de desaceleração forte, acentuou, porque a economia está aquecida.

“A resposta disso tem sido a redução da taxa de desemprego, o aumento da massa salarial. Ainda que o crédito esteja ficando mais caro e exista a intenção do governo de reduzir gastos, isso não vai surtir efeito agora. Vai surtir efeito mais para o início do segundo semestre”.

Segundo Braz, o consumidor, por enquanto, vai conviver com níveis de preços um pouco acima dos praticados nos últimos anos. “E os preços dos serviços, que respondem aos últimos aumentos do salário mínimo, também vão continuar pressionando”.

O economista avaliou que na medida em que a mão de obra tem acesso a aumentos reais que superam a inflação média, isso passa para a estrutura de custos e tem um efeito na tabela de preços. “Isso só piora um pouco na medida em que a demanda também anda aquecida. A economia está aquecida, as pessoas procuram por esses serviços e pagam então preços mais altos”, acrescentou.

Edição: Graça Adjuto


 

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