Domingo, 18 de Fevereiro de 2018

DÉCIMO-TERCEIRO

Délia Razuk reclama falta de dinheiro

16 OUT 2010Por 02h:00

A prefeita interina de Dourados Délia Razuk (PMDB) disse ontem que recebeu a prefeitura em péssimas condições financeiras, por isso, não sabe se terá dinheiro para pagar o 13º salário dos funcionários. Mesmo assim, anuciou concurso para contratação de servidores, principalmente para as secretarias de Saúde e Educação. Ela afirmou, ainda, que vai promover mudanças no primeiro escalão da administração e que encaminhou ontem para a Câmara Municipal o projeto de orçamento do município para o exercício de 2011, no valor de R$ 642 milhões.
Délia Razuk determinou os esforços necessários na contenção de despesas para garantir aos servidores o 13º salário. “A situação é muito delicada. Estamos encontrando dificuldades até para pagar o 13º que é uma obrigação que temos com o servidor”, afirmou a prefeita interina.
Além dos problemas financeiros, Délia disse que Dourados enfrenta epidemia de dengue e que serão criados mutirões de saúde para tentar controlar a situação.
Segundo Délia, uma de suas primeiras medidas foi desvincular o setor de planejamento da estrutura da Secretaria Municipal de Obras. “Vamos recriar a Secretaria de Planejamento, porque temos recursos federais à disposição da prefeitura e, por isso temos de agilizar os projetos para que as verbas sejam liberadas”, acrescentou.
Ela anunciou a saída do cargo, a pedido, da secretária municipal de Saúde Denise Nemirovsky, que ainda não foi substituída, e disse que outras mudanças serão feitas nos próximos dias no primeiro escalão. A prefeita falou que existe possibilidade de novas demissões de servidores que ocupam cargos em comissão, mas as exonerações só devem atingir os que comprovadamente não estejam trabalhando. “Nós estamos estudando caso a caso”, finalizou Délia.
Desde que assumiu, há oito dias, Délia demitiu 13 servidores comissionados lotados no gabinete do prefeito e na Secretaria de Governo e também a secretária de Assistência Social, Itaciana Santiago, nomeando para o lugar dela Maria de Fátima Libório.
No secretariado que herdou do juiz Eduardo Rocha, ela promoveu mais cinco alterações porque os titulares pediram demissão.
Deixaram a prefeitura Carlos Alberto Farnesi (Governo), Paulo César Figueiredo (Serviços Urbanos), Dirson Missio (Obras); Eduardo Custódio (Administração) e Adilson Josemar Puhl (Procuradoria-Geral do Município). Eles foram substituídos, respectivamente, por Maurício Nogueira Rasslan; Tahan Sales Mustafá; Antonio Nogueira, Adriano Vasconcelos e Paulo César Nunes. (FD)

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