Fale conosco no WhatsApp

Por sua segurança, coloque seu nome e número de celular para contatar um assessor digital por Whatsapp.

Delegada nega rigor excessivo e diz que violência justifica a medida

17 JUN 10 - 06h:50
Thiago Gomes

A delegada Maria de Lourdes de Souza Cano, da Delegacia Especializada de Atendimento a Infância e Juventude (Deaij), negou que tenha agido com rigor excessivo no caso da apreensão do menor R.M.N, acusado de agredir com um soco na boca o filho de um desembargador do Tribunal de Justiça.
 Segundo ela, procedimento como esse é uma medida padrão na unidade, quando se trata de atos infracionais praticados em circunstâncias semelhantes e quando fatos posteriores possam prejudicar a sua completa apuração, como por exemplo, ignorar reiteradamente a convocação da autoridade policial para o esclarecimento dos fatos.

A titular da Deaij afirmou que a condição da vítima, em nenhum momento, foi levada em consideração para o pedido de apreensão, até mesmo porque, segundo ela, os agressores também pertencem a uma classe social elevada (um deles é filho de agropecuarista e de advogada). “Se não houvesse a internação, outros também poderiam dizer que os agressores ficaram soltos porque são filhos de quem tem posição social elevada”, argumentou, reiterando que a providência é usual.

 Conforme a delegada, deixar que os jovens permanecessem soltos contribuiria para a sensação de impunidade, o que serviria para estimular os próprios adolescentes à prática de outros atos infracionais até bem mais graves.

Ainda de acordo com Maria de Lourdes de Souza, embora não possa entrar em detalhes sobre o caso, cujas investigações estão se dando em segredo de justiça, o requerimento da internação  tornou-se necessário, até mesmo porque a agressão foi cometida de forma gratuita, em meio a uma festa particular, em ambiente também particular e para a qual os agressores nem mesmo tinham sido convidados.

Ela lembrou que o Estatuto da Criança e do Adolescente permite a internação provisória quando “pela gravidade do ato infracional e sua repercussão social, deva o adolescente permanecer sob internação para garantia de sua segurança pessoal ou manutenção da ordem pública”
A delegada informou que os autos de apuração do ato infracional estarão concluídos até sexta-feira, quando então serão remetidos à Vara da Infância e Juventude. A partir daí caberá ao juiz a manutenção ou não da internação provisória.
Os comentários abaixo são opiniões de leitores e não representam a opinião deste veículo.

Leia Também

CASO DO TRIPLEX

PGR envia ao STJ parecer contra anulação da condenação de Lula

SAÚDE PÚBLICA

OMS declara emergência internacional por surto de ebola no Congo

Reviva tem 77% das obras <br>concluídas na 14 de Julho
CAMPO GRANDE

Reviva tem 77% das obras
concluídas na 14 de Julho

Mandetta lançará programa inédito em Campo Grande na segunda-feira
SAÚDE

Mandetta lançará programa inédito em Campo Grande

Mais Lidas