CAMPO GRANDE

Delegada diz que bandidos mataram jovens por maldade

Delegada diz que bandidos mataram jovens por maldade
01/09/2012 14:20 - Lúcia Morel e Gabriel Maymone


A delegada Maria de Lourdes Cano, responsável pelas investigações da morte dos universitários Breno Luigi Silvestrini de Araújo, 18 anos, e Leonardo Batista Fernandes, 19 anos, acredita que os estudantes foram executados por "pura maldade".

Dayane Aguirre Clarindo, Weverson Gonçalves Feitosa, 22, e Rafael da Costa Silva, 22, Raul Andrade Pinho, 18 anos, estão presos e um adolescente de 17 anos, apreendido. Eles alegaram, em depoimento à delegada, que assassinaram porque os estudantes viram os rostos deles, apesar de que os bandidos não usavam capuz durante a ação.

O grupo, ainda de acordo com as investigações, é responsável, também, por outros dois assassinatos. Um deles ocorrido no dia 1º de agosto, quando o piloto da TAM, Marco Antonio Leão Ramos, 40, foi executado com um tiro no olho. O outro teria ocorrido na cidade de Barra do Garça, em Mato Grosso, ainda neste ano.

A delegada disse ainda que qualquer um que estivesse passando pelo local poderia ter sido vítima da quadrilha, já que os bandidos procuravam um veículo para negociar na Bolívia. A participação de cada um deles ainda não foi revelada pela polícia para não atrapalhar a investigação, mas a delegada confirma que os disparos foram efetuados por Weverson e Rafael.

Até a localização dos corpos dos jovens, a polícia procurou por mais de 17h o paradeiro deles. O desaparecimento gerou comoção social, principalmente, no Facebook, onde o pedido de ajuda de um amigo das vítimas foi compartilhado por mais de 5 mil pessoas. 

Rafael (ao centro), autor de um dos disparos, acompanhado por dois policiais -
Foto: Valdenir Rezende / Correio do Estado

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Felpuda


Princípio de "rebelião" política no interior de MS, fomentada por grupo interessado em tomar o poder, não prosperou. Quem deveria assumir o "comando da refrega", descobriu que, além da matemática ser ciência exata, há "prova dos nove". Explica-se: é segunda suplente, pois não conseguiu votos necessários nas últimas eleições, mas assumiu o cargo porque a titular licenciou-se, assim como o primeiro suplente. Caso contrarie a cúpula, seria aplicada a tal prova e, assim, "noves fora, nada".