terça, 14 de agosto de 2018

Defesa pede habeas corpus para Bruno e mais 6

16 JUL 2010Por 08h:48
BELO HORIZONTE

A defesa do goleiro Bruno protocolou ontem habeas corpus para o atleta e mais seis suspeitos no caso do desaparecimento da ex-amante dele, Eliza Samudio. Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, os pedidos foram distribuídos para a 4ª Câmara Criminal e serão analisados pelo desembargador Doorgal Andrade.
O habeas corpus, protocolado pelos advogados Ércio Quaresma Firpe e Claudineia Carla Calabund, se estende a Bruno, sua mulher, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, a Elenilson Vitor da Silva, Wemerson de Souza, o Coxinha, Flavio Caetano de Araújo, Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, e o primo de Bruno, Sérgio Rosa Sales Camelo.
No pedido, a defesa cita o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluzo, para argumenta, que: “A menos que seja absolutamente necessário, não se deve mandar um criminoso para a cadeia. A prisão não deve funcionar como uma satisfação dessa pulsão primitiva que o ser humano tem pela vingança”.
Os advogados defendem o princípio da presunção da inocência. Segundo Quaresma, “no presente caso, salvo a necessidade de se torturar física e psicologicamente os suspeitos, nada mais justifica o encarceramento deles, em especial do ora paciente”.
Segundo o defensor, Bruno é goleiro, um atleta disputado por clubes do mais alto nível, e está tendo a carreira prejudicada, “em virtude da segregação de sua liberdade que não se mostra necessária”.

Depoimento
Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, prestou outro depoimento ontem à tarde na polícia de Minas Gerais sobre o desaparecimento de Eliza Samudio, ex-namorada do goleiro Bruno. Ele foi ouvido pelos delegados do caso, Edson Moreira e Alessandra Wilke, no Departamento de Investigações de Belo Horizonte, onde chegou por volta das 15h.
Também ontem, atendendo a um pedido da Polícia Civil, a juíza Marixa Rodrigues, do Tribunal do Júri de Contagem, na região metropolitana de BH, autorizou a quebra de sigilo telefônico de Bola, e mais quatro investigados no desaparecimento. A medida é referente também a Wemerson de Souza (o Coxinha), Flavio Caetano de Araújo, Elenilson Vitor da Silva e o menor J., primo de Bruno de 17 anos.

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