Domingo, 25 de Fevereiro de 2018

MILITAR ARRASTADO

Decretada prisão de peão que matou cabo

9 NOV 2010Por karine cortez00h:00

O peão Fagner Gonçalves, 27 anos, condenado a 17 anos pela morte do militar Leonardo Sales da Silva, 20 anos, teve a prisão preventiva decretada e se encontra foragido da Justiça. Desde o julgamento ocorrido em fevereiro deste ano, o rapaz estava em liberdade provisória amparado por habeas Corpus, mas o advogado dele, Abadio Marques Rezende, ficou com o processo por mais de quatro meses e não apresentou as razões recursais, motivo pela qual o Tribunal de Justiça determinou a devolução dos autos para intimação pessoal do réu constituir outro advogado. Ao intimá-lo a Justiça descobriu que Fagner não reside mais no local informado, que está trabalhando em uma fazenda cujo endereço nem mesmo a família sabe.

No despacho o juiz da 2ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida, Aluízio Pereira dos Santos, consta que o peão "mudou-se sem deixar endereço ou avisar, estando desaparecido há tempos, sem nenhuma satisfação à Justiça, mormente depois de ser condenado, obstruindo o regular andamento do processo e a efetiva aplicação da lei penal". Esta é a segunda vez que Fagner foge da Justiça. A primeira foi em 2008, ano em que aconteceu o crime, quando fugiu para a cidade de Terenos para se esconder numa fazenda, situada a 27 quilômetros de Campo Grande, e teve a prisão preventiva decretada. "...agora, ciente da condenação, repete o mesmo ato", diz o juiz.

O crime
No dia 6 de junho de 2008, após desentendimento entre jovens em uma conveniência do bairro Dom Antônio Barbosa, o peão atropelou e arrastou por 15 quilômetros, com uma F-4000, o corpo do militar Leonardo Sales da Silva. Fagner chegou a ser avisado que o rapaz havia ficado preso ao veículo e mesmo assim dirigiu por mais 6 quilômetros, aparou para desprender o corpo do rapaz da caminhonete e fugiu. O peão havia ingerido bebida alcoólica no dia do crime. 

Julgamento
No julgamento que aconteceu dia 18 de fevereiro deste ano, a maioria dos votos de um júri formado por sete homens entendeu que ele não agiu apenas com culpa, como propunha a defesa, mas assumiu o risco de matar Leonardo quando não parou o veículo, e que a morte foi praticada com requintes de crueldade, porque o corpo do rapaz foi dilacerado no percurso. 

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