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domingo, 17 de fevereiro de 2019 - 14h57min

De vento em popa

7 MAR 10 - 07h:35
Trocar a Globo pela Record teve um saldo para lá de positivo para Bia Montez. Na pele da leal Hortência de “Bela, a feia”, a atriz comemora mais uma chance de fazer na tevê algo que sente prazer em realizar na carreira: humor. E esse foi um detalhe decisivo na hora de aceitar o convite. “Houve uma proposta tentadora da emissora. A Record é uma boa casa, o papel é bacana e a novela é uma comédia muito bem produzida. Aceitei na hora”, empolga-se a atriz, que já assinou contrato de mais cinco anos com a emissora. Animada com sua carreira na tevê, Bia não esconde, porém, sua paixão pelo teatro, onde começou. Longe dos palcos há quase seis anos, a atriz afirma que descobriu um novo jeito de trabalhar com teatro. “Não gosto de fazer teatro e televisão juntos, e, como hoje estou mais ligada à tevê, minha relação com o teatro tem se dado pela autoria, escrevendo. Minha última peça foi uma comédia interpretada pela Fabiana Carla chamada ‘Balaio de gato’. É um prazer igual representar ou ver um texto meu representado”, assegura. Você começou a carreira de atriz fazendo teatro político, e, depois de algum tempo atuando em peças infantis, está centrada, atualmente, na comédia. Que tipo de trabalho agrada mais a você? Comédia, sem dúvida. Eu busco o riso. Não precisa ser uma comédia rasgada ou um besteirol, embora não tenha nada contra eles, pois toda a forma de arte é possível. Mas o riso tem de estar sempre presente em todas as situações. Quando fiz teatro político, representei Brecht, que é um autor de humor que fala de coisas muito contundentes. Você pode fazer humor sobre todos os temas e passar sua mensagem porque quando ri, a pessoa se predispõe a ouvir aquilo que está sendo dito. O humor é universal. Você está acostumada a fazer papéis na televisão que misturam seriedade e comicidade ao mesmo tempo, como a Dona Vilma, em “Malhação”, e agora a Hortência, em “Bela, a feia”. Como é dosar esses dois lados em um mesmo personagem? Nós trabalhamos em cima do texto, com o perfil do personagem. Então, quanto maior a profundidade do personagem, mais fácil é para dar nuances. É claro que não podemos passar por cima do texto e fazer galhofa dele: se a cena é mais emotiva, isso deve ser respeitado. É preciso concentração e saber usar a emoção. Mas, se o texto nos permite brincar, então vamos nessa. Como tem sido a repercussão da Hortência, de “Bela, a feia”, seu primeiro papel na Record? Pelo que eu vejo nas ruas têm sido ótima. As pessoas me param para saber como vai ser a novela a partir de agora, como a Bela vai ficar. E a Hortência é alto-astral, coloca realmente as pessoas para cima. Mas é curioso como muitas crianças e adolescentes ainda me chamam de dona Vilma. Esse foi talvez meu papel de maior sucesso. Quando a temporada de “Malhação” começou, o personagem era pequeno, mas fui dando minha contribuição, acrescentando coisas, e, graças a Deus, os diretores me deram espaço para isso. A partir daí, o papel foi crescendo ao longo das temporadas. Você começou no teatro, mas hoje sua carreira está voltada para a tevê. Com qual dos dois você se identifica mais? São dois veículos diferentes. No teatro, o ator tem o seu reino, o controle absoluto sobre a arte. Já na tevê, o trabalho é de equipe e você faz uma parcela da obra. Mas gosto muito de tevê porque ela alcança milhões de pessoas, passa uma mensagem, entretem, diverte e emociona ao mesmo tempo.
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