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LIBERTADORES

Cuzeiro derrota o Universidad de Chile

Cuzeiro derrota o Universidad de Chile
25/02/2014 18:31 - g1


O Cruzeiro precisou de dez minutos para decidir o jogo contra o Universidad de Chile. Na verdade, batalhou muito no primeiro tempo, e, nos minutos finais, marcou os três gols que garantiram a primeira vitória da Raposa na Libertadores. Ricardo Goulart foi o destaque, com três gols (dois deles no primeiro tempo) e um passe para Dagoberto marcar o outro. Willian também deixou sua marca no final da partida. Lorenzentti, já na segunda etapa, descontou para os chilenos, que encontraram o Mineirão com bom público (27.757 pagantes) para a tarde desta terça-feira, na estreia em casa do time mineiro. O Cruzeiro compensou a derrota no primeiro jogo com uma grande atuação, principalmente nos primeiros 45 minutos

Com a goleada celeste, o grupo 5 da Libertadores embolou de vez. Todos tem três pontos em dois jogos. Pelo saldo de gols, o Cruzeiro assume a liderança da chave, deixando o Defensor, do Uruguai, na segunda posição. Real Garcilaso e Universidad de Chile, completam a classificação em terceiro e quarto lugares, respectivamente.

O Cruzeiro tem novo compromisso pela Libertadores no dia 12 de março, uma terça-feira, contra o Defensor, em Montevideo, no Uruguai. O jogo será no estádio Luis Franzini, às 19h (de Brasília). No dia seguinte, o Universidad de Chile vai encarar o Real Garcilaso e a altitude de Huancayo. Os dois se enfrentam às 23h0m, no estádio Garcilaso de la Vega.

Domínio celeste

O Cruzeiro pôs em prática o plano de pressionar desde o princípio e logo na saída de bola já chegou pela primeira vez. Marcelo Moreno roubou no meio campo, Dagoberto levou até a área, mas tentou um último drible e perdeu. Até os quinze minutos, a Raposa dominou a posse de bola e a manteve a pressão, levando perigo em chegadas de Dagoberto, com finalização de voleio, Bruno Rodrigo, de cabeça, e Marcelo Moreno, que recebeu bom passe na entrada da área, deveria dar o passe para Ricardo Goulart, mas arriscou o chute. Para fora.

O Universidad de Chile se mostrava bem postado na defesa, com um esquema 3-4-1-2. Dava poucos espaços, até conseguia trocar passes, mas se arriscava pouco. Após os quinze minutos, quando o ritmo celeste caiu um pouco, os chilenos adiantaram a marcação e passaram a ter mais a bola. Embora estivessem mais interessados em gastar o tempo, se arriscaram uma vez ou outra, e acabaram dando espaço. Foi aí que o Cruzeiro se aproveitou.

Aos 33 minutos, Dagoberto teve espaço pela esquerda, cortou para o meio e cruzou rasteiro. Ricardo Goulart apareceu sozinho na área, se esticou todo, e, de carrinho, empurrou para o fundo do gol. Placar aberto. O Universidad de Chile tentou mostrar reação. Mas não deu tempo.

Aos 38, a situação se invertou. Goulart foi ao fundo, pela direita, e cruzou para Dagoberto, livre, empurrar de peito. Com time chileno ainda grogue dos dois gols, a bola parada do Cruzeiro funcionou mais uma vez. Aos 43, Éverton Ribeiro cobrou escanteio da esquerda, Bruno Rodrigo ganhou pelo alto e desviou de cabeça, Goulart só completou no segundo poste.

Três gols em dez minutos. A intenção cruzeirense era marcar logo no início, como costuma fazer no Mineirão. Mas acabou atropelando nos quinze minutos finais do primeiro tempo.

Jogo controlado e três pontos garantidos

O jogo caiu um pouco de ritmo no segundo tempo. O Cruzeiro seguiu ditando o ritmo do jogo, mas já sem o mesmo ímpeto. Logo no início, Éverton Ribeiro fez jogada incrível pela direita, deu um drible com um toque de cabeça e cruzou, Dagoberto emendou de primeira e jogou por cima. O Universidad de Chile não mostrava fé em buscar o placar. Tentou agredir, mas sem se arriscar. Ainda assim, diminuiu. Aos 20 minutos, Lorenzetti tramou boa jogada pela esquerda, recebeu o passe e deu um belo toque na saída de Fábio, por cima do goleiro.

O jogo ficou um pouco mais aberto após o gol, e o Universidad de Chile parecia se animar. Mas ficou só na impressão. A Raposa controlou o jogo, manteve mais a bola no ataque, e conduziu a partida sem sustos até o final. Apoiado pela torcida, Marcelo Oliveira até lançou Willian e Marlone no time.

Com o adversário batido, Ricardo Goulart não perdoou e ainda marcou seu terceiro gol no jogo: 4 a 1 para o Cruzeiro. Nos acréscimos, Willian aproveitou contragolpe rápido e fez o quinto do time celeste, completando a festa no Mineirão.

Felpuda


Ao que tudo indica, partido teria criado “racha” apenas visando jogar para a plateia, e, assim, quem estava com a corda toda anunciou que se prepara para o desembarque. Nos bastidores o que se ouve é que o tal fundo partidário seria o motivo da desavença e que quem nunca comeu mel quando come se lambuza. Só que não. A estratégia é continuar “dono” da atual legenda e “tomar a frente” de partido que está em fase embrionária. Tudo inspirado na “velha política”.