Sábado, 17 de Fevereiro de 2018

Custos elevados podem abocanhar 8% do mínimo e arruinar finanças

16 JAN 2011Por 00h:00

Se para alguns é "possível" não ter conta corrente e outros produtos bancários, para especialistas, em alguns casos é até recomendável não ter. Isso mesmo: há quem defenda – e com explicação bem lógica - que não utilizar serviços oferecidos por bancos pode ser o "ideal" para uma vida econômica controlada e até bem-sucedida.

Segundo o economista e conselheiro do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Paulo Ponzini, os bancos têm papel importante na sociedade, como diversas outras instituições, mas dependendo do tipo de pessoa que busca seus serviços, esse relacionamento pode ser nada vantajoso. "Alguém que ganha um salário mínimo, por exemplo, vai gastar em média 8% da sua renda pagando taxas de manutenção e tarifas extras. Se entrar em juros de cheque, cartão e limite então, esse percentual é muito maior. Em resumo: neste caso não compensa", aponta.

O economista recomenda que os interessados em ter conta bancária ou desfrutar de outros serviços de financeiras, busquem calcular o custo-benefício dessa relação. O mesmo pensa outro especialista, o economista Sérgio Bastos. Ele explica que cada um deve contratar aquilo que está dentro do seu perfil. "Se é alguém que precisa do acesso bancário pela internet, por exemplo, porque não tem tempo para sair e enfrentar fila numa agência, ele deve ter uma conta corrente para movimentar pela internet, mas procurar a melhor tarifa, pois elas variam entre bancos", indica Bastos.

Bastos lembra que uma conta com tarifa por mais baixa que seja, de R$ 12, por exemplo, no final de um ano representa um gasto de quase R$ 150 – cerca de um terço do salário mínimo – valor hoje suficiente para pagar transporte público por um mês a um trabalhador.

Para ele, o que não é aconselhável é pagar por serviços que são raramente usados, ou nem isso. "Alguém que não tem movimentação significativa, às vezes não retira nem extrato há meses, e fica pagando uma taxa que dá direito a maior volume desse serviço por mês", explica o economista. (AM)

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