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Campo Grande - MS, terça, 11 de dezembro de 2018

MUNDO

Cruz Vermelha retira funcionários de área dos combates na Líbia

14 MAR 2011Por ESTADÃO13h:17

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha, uma das poucas agências humanitárias presentes na Líbia, anunciou nesta segunda-feira que deslocou alguns de seus funcionários não líbios para mais longe dos combates no país, enquanto as forças líbias avançam sobre as cidades controladas pelos rebeldes.

"Por razões de segurança, decidimos deslocar todos os funcionários não essenciais em Benghazi para um pouco mais perto de Tobruk, próximo da fronteira", disse à Reuters em Genebra um porta-voz do CICV, Christian Cardon. "Tiramos nossos funcionários de Ajdabiyah."

Médicos estrangeiros do CICV foram retirados de Ajdabiyah, ao leste de Brega, onde eles vinham dando suporte aos hospitais e cirurgiões locais, disse Cardon. "Em vista dos combates em Ras Lanuf e Brega, pensamos que deve haver muitos feridos."

Forças leais a Muammar Gaddafi lançaram ataques aéreos contra a cidade de Ajdabiyah, controlada pelos rebeldes, na segunda-feira, depois de avançarem em direção ao leste do país.

As tropas de Gaddafi enfrentaram combatentes rebeldes pelo controle da estratégica cidade petrolífera de Brega no domingo, enquanto a França promete intensificar sua campanha pela declaração de uma zona de exclusão aérea sobre o país, apoiada pela ONU, iniciativa que já ganhou o endosso da Liga Árabe.

Tropas do governo que avançavam para o leste pela estrada costeira tomaram Brega na manhã do domingo, em um avanço aparentemente cada vez mais confiante rumo ao reduto rebelde de Benghazi.

Cardon negou-se a dar detalhes sobre a iniciativa do CICV, uma agência humanitária politicamente neutra, de transferir alguns de seus funcionários estrangeiros para mais a leste, perto da fronteira com o Egito.

"Os médicos e cirurgiões locais em Benghazi possuem a capacidade de tratar os feridos, que chegam a 20-25 pessoas por dia com ferimentos a bala", disse ele.

Tobruk também fará as vezes de centro de logística, e outros funcionários do CICV estão a postos perto da fronteira entre Líbia e Egito para entrarem em ação se for preciso, disse Cardon.

O presidente do CICV, Jacob Kellenberger, disse a repórteres na semana passada que a Líbia mergulhou em uma guerra civil e que números cada vez maiores de civis feridos estão chegando aos hospitais nas cidades do leste do país.

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