Quarta, 21 de Fevereiro de 2018

Frieza

Criminoso esperava receber resposta positiva ao pedido de namoro

27 OUT 2010Por KARINE CORTEZ04h:12

O pedreiro Celso José Rodrigues Vesolovski, 47 anos, contou em depoimento à polícia que no dia do crime (último domingo) combinou com V.R.D.E., 10 anos, de que ela daria a resposta sobre o pedido de namoro e marcaram um encontro no centro da cidade.

Ao sair de casa, o pedreiro pegou uma faca de cozinha e foi até o encontro da menina. Ele a convidou para tomar banho de rio na Fazenda Santa Maria. No local, a menina disse que não o namoraria e que gostava de um outro menino da mesma idade, não de “velho”.

Irritado o pedreiro tentou manter relação com a criança e ela acabou lutando com ele, mas foi surpreendida por dois golpes de faca na barriga e pescoço.

“Fiquei irritado com a resposta dela e tentei tirar a roupa dela, mas ela lutou. Daí dei as facadas”, disse em depoimento conforme a Polícia Civil.

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Sem demonstrar qualquer arrependimento, o pedreiro continuou revelando detalhes do assassinato e contou que quando estava desfalecendo a menina perguntou porque ele estava fazendo aquilo com ela e em resposta ele teria dito “você foi que quis assim” – se referindo a negativa de namorá-lo –. Segundo Celso, depois que a criança já estava morta ele lavou a faca no rio e seguiu para a cidade. Mas, depois de percorrer cerca de 10 quilômetros decidiu voltar, ter relação sexual com o cadáver e enterrá-lo numa cova. O buraco para a ocultação do corpo foi feito por ele mesmo e usando diretamente as mãos.

Depois de enterrar a menina, Celso seguiu para casa e, como se nada tivesse acontecido, começou a ajudar os pais de Vitória a procurá-la. Ele é natural da cidade de Campo Mourão, no Paraná, e em Mato Grosso do Sul não tem passagens pela polícia. Agora, responderá pelos crimes de homicídio doloso – quando há intenção de matar –, ocultação de cadáver e vilipêndio – por manter relação sexual com cadáver –.

O pedreiro explicou à polícia que conhecia a Fazenda Santa Maria porque o irmão dele trabalha no local, mas estava viajando no dia do crime.

O criminoso disse, ainda, que pediu para a criança não contar para a mãe que iria encontrá-lo e então ela acabou mentindo que iria até a casa de uma amiga. (KC)

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