sábado, 21 de julho de 2018

Crimes da Owari e Uragano estão relacionados

21 SET 2010Por 08h:06

Antonio Viegas, Dourados

Mesmo com declarações da Polícia Federal de que as Operações Owari e Uragano seriam distintas, existem diversas coisas em comum entre as duas, inclusive parte dos envolvidos. Na Owari, deflagrada no ano passado e que, até então, seria uma das maiores operações policiais no Estado de Mato Grosso do Sul, pela quantidade e características dos acusados, os crimes estavam praticamente relacionados a fraudes em licitações.
Agora, na Uragano a situação não é diferente, mas com o agravante dos flagrantes de pagamento de propinas, demonstrando que, mesmo com toda a ação da polícia, os crimes continuaram a acontecer na Prefeitura de Dourados.
Vários personagens que foram parar na cadeia no ultimo dia 1º de setembro já haviam experimentado as celas da Polícia Federal em Dourados e da Penitenciária Harry Amorim Costa no ano passado, entre eles o vice-prefeito Carlos Assis Bernardes, o Carlinhos Cantor; o ex-presidente da Câmara Sidlei Alves e o ex-primeiro-secretário Junior Teixeira.
Além deles, existem nomes de outras pessoas que foram denunciadas nas duas operações, caso do empresário Eduardo Uemura, o Dudu e de Jorge Torraca, que era do setor de habitação da prefeitura e ultimamente estava na chefia do Departamento de Obras Públicas e, ainda, o prefeito Ari Artuzi.
Além disso, no setor da saúde, a operação Uragano aprofundou ainda mais as investigações da Owari. No ano passado, foram apontados indícios nas negociações da prefeitura com a família Uemura, dando conta de prováveis irregularidades na transação com o Hospital Santa Rosa (de propriedade da família).
Agora surgiram novos detalhes e ainda relata falcatruas envolvendo o Hospital Evangélico e a prefeitura, em relação ao contrato firmado com o município para atender pacientes do SUS. Pelo que foi liberado até agora para a imprensa, essas últimas investigações seriam um complemento da anterior aliado a novos fatos.

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