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ECONOMIA

Criadores buscam peixes mais resistentes ao frio

Criadores buscam peixes mais resistentes ao frio
29/07/2010 23:17 -


Cícero Faria, Dourados

Depois da mortandade de peixes criados em tanques em Ponta Porã e região – devido as baixas temperaturas – técnicos e produtores estão recomendando mudança no manejo e das espécies criadas comercialmente.
“Os piscicultores devem escolher espécies mais resistentes ao frio”, opinou o presidente da Associação dos Piscicultores de Ponta Porã, Genildo Rossini. O frio intenso registrado esse mês na região da fronteira trouxe prejuízos aos criadores, pois milhares de peixes morreram.
De acordo com Rossini, há registros de que, pelo menos 20 mil da espécie híbrida  tambacu morreram por conta do frio intenso em toda a região. “A mortandade foi registrada aqui e também em municípios como Iguatemi”, afirmou.
O presidente da associação disse que é necessário repassar orientações aos piscicultores para evitar maiores prejuízos. “Infelizmente, esta espécie é pouco resistente ao frio  intenso. Por isso que estamos sugerindo aos piscicultores para que mudem, escolhendo outras espécies que suportam baixas temperaturas, como o patinga que é o cruzamento do pacu com a pirapitinga”, aconselhou.
A sugestão se deve ao fato de que a espécie patinga também proporciona bom rendimento. “Ela ganha de 20 a 30% de peso a mais que outras espécies. Tornou-se uma excelente opção em nossa região”, garantiu Rossini.
Enquanto o pacu ganha 800 gramas por ano, em média, a patinga tem um ganho de peso de 1,2 quilo  no mesmo período. “Praticamente o mesmo rendimento do tambacu, porém, a patinga é mais resistente ao frio”, garantiu Rossini, reforçando a necessidade da mudança por parte dos piscicultores.
Em Ponta Porã, a Secretaria de Turismo, Integração e Desenvolvimento Sustentável desenvolve um projeto que abrange mais de 50 pequenos produtores rurais que aderiram à piscicultura, principalmente nos assentamentos.

Felpuda


Engana-se quem acha que diminuiu a voracidade de ter fatia de cobiçado bolo por parte de “quem manda”. O recuo realmente houve, mas só por enquanto e por uma questão de estratégia, até porque, nas primeiras investidas, as portas não se abriram. E continuam fechadas. Mas quem conhece bem a dita figurinha aposta que ela não desistirá até encontrar, digamos,  um “chaveiro amigo”. Essa gente não sossega nem diante da pandemia... Afe!