quinta, 19 de julho de 2018

DANÇA

Criação de câmara setorial permitirá maior participação

11 NOV 2010Por Thiago Andrade00h:20

Com a criação da Câmara  Setorial da Dança, mais uma segmento cultural se organiza de modo a efetivar sua participação nas discussões das políticas culturais em Campo Grande. A reunião, que aconteceu na terça-feira, contou com a participação de representantes de todas as áreas da dança, desde danças orientais à dança de rua, passando pelo contemporâneo, pelo balé clássico, entre outros. Segundo a bailarina e professora de dança Denise Parra, que também faz parte do Colegiado Nacional de Dança, o encontro conseguiu dar conta da diversidade.

“Pessoas de todas as áreas da dança apareceram na Morada dos Baís para discutir pontos-chave para a criação da câmara. A partir desse momento, temos um órgão para organizar e potencializar nossa participação nas decisões”, descreve Denise. Na tarde de terça-feira, foram montadas duas comissões temporárias. Uma será responsável pela composição do estatuto interno que regulamentará as formas de organização e ação da câmara, enquanto a outra ficará responsável pela comunicação entre os grupos e segmentos da dança na Capital.

Este foi o quarto encontro entre os representantes da dança. Nos três anteriores foram discutidos temas sobre o caminho que a câmara deveria tomar. “Percebemos as necessidades com as quais o órgão terá de dialogar e a partir disso decidimos criá-lo. Todos estamos aprendendo o que é essa movimentação, mas é um modo de participar das decisões que abrangem a dança”, aponta a bailarina e designer, Paula Bueno, que também participou da reunião.

As câmaras setoriais são previstas pelo Plano Municipal de Cultura, projeto de lei aprovado no ano passado, que estabelece medidas culturais que deverão ser tomadas no período entre 2010 e 2020. “A partir de agora podemos seguir diretrizes nacionais como a do Plano Nacional de Cultura e do Colegiado Nacional de Dança. Estamos nos organizando para sermos ouvidos”, pontua Denise. Doravante, segundo ela, será necessário estudar os planos de cultura para entender os meios pelos quais a câmara poderá intervir, melhorando assim as condições da dança, tanto no município, quanto no Estado.

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