sexta, 20 de julho de 2018

RETORNO CRUEL

CPMF pode ser recriada pelo Congresso, admite José Sarney

5 NOV 2010Por G115h:37

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), reconheceu hoje em entrevista por telefone à Agência Senado que o Congresso pode vir a recriar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), extinta em 2007. Ele destacou que mesmo com a declaração da presidente eleita, Dilma Rousseff, de que não enviará um projeto neste sentido (veja vídeo ao lado), é possível que algum parlamentar tome a iniciativa.

“Eu ouvi a ministra Dilma Rousseff dizer que não vai mandar nenhum projeto fazendo retornar a CPMF. Agora, isso não impede que, aqui dentro das duas casas do Congresso, apareça uma iniciativa parlamentar restaurando essa contribuição”, disse o presidente do Senado.

A discussão sobre a CPMF retornou ao noticiário depois de uma declaração da presidente eleita sobre o tema. Ela disse que não iria enviar uma proposta ao Congresso, mas que discutiria o tema com os governadores. Desde então, alguns governadores aliados já se manifestaram favoráveis à volta do imposto.

A oposição, porém, já avisou que vai resistir à possível investida do governo. PSDB e DEM criticaram a possibilidade da volta do imposto e afirmam que não aceitarão aumento de carga tributária.

A CPMF foi derrubada pelo Senado em dezembro de 2007, na maior derrota do governo Lula no Legislativo. Em 2009, líderes na Câmara tentaram recriar um tributo nos mesmos moldes, a Contribuição Social para a Saúde (CSS), dentro do projeto que regulamenta os gastos na área de saúde. A proposta, porém, não chegou a ter sua votação concluída e está pendurada no plenário da Câmara até hoje.

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Governadores
Nesta quinta-feira (4), o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, afirmou, por meio de seu twitter, que "todos os governadores" são a favor da volta da CPMF. Dutra, no entanto, foi rebatido pelo líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen (SC).

“Deixemos claro: todos, eu disse todos os governadores são a favor da CPMF. Inclusive Serra e Aécio, na época da votação. Não é a Dilma”, escreveu o presidente do PT.

O líder do DEM na Câmara dos Deputados, Paulo Bornhausen criticou as declarações de Dutra. “Serra e Aécio nem são mais governadores. Mais uma vez o PT coloca na boca dos outros o que ele quer fazer”, disse.
 

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